O Brasil e o Reino Unido serão parceiros em uma cooperação técnica bilateral para o aprimoramento de ações na área de Saúde Pública. (Direcionado a países em desenvolvimento, o programa Saúde Melhor é uma iniciativa de financiamento do governo britânico, cujo lançamento global aconteceu, em Londres, nesta semana (24/6), com a presença do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Ligado ao Prosperity Fund – o fundo de cooperação do Governo do Reino Unido -, o programa vai disponibilizar ao Brasil até 14 milhões de libras esterlinas para a execução de projetos que visam o fortalecimento de áreas estratégicas, como a Atenção Primária à Saúde, uma das principais metas do Governo.

“O sistema de saúde inglês tem historicamente um nível muito elevado de gestão e organização. Esse trabalho será feito para proporcionar essa troca de expertise. Na Atenção primária, eles são muito fortes. Na parte de epidemiologia, em resistência a antibióticos, eles também são muito fortes”, afirmou o ministro, que citou ainda outras áreas em que a parceria Brasil-Reino Unido será importante, como genética e hemoderivados.

Recursos aprovados são de R$75 milhões

Os recursos já aprovados pelo governo britânico ao Brasil equivalem a aproximadamente R$ 75 milhões, que deverão ser utilizados por até quatro anos em outras ações também consideradas prioritárias, como o uso de tecnologias digitais e a incorporação de padrões internacionais de uso de dados; e a evolução de ciclos de pesquisa e a inovação para a incorporação de novas tecnologias e políticas baseadas em evidência.

O Reino Unido é referência mundial em diversas áreas da Ciência, Tecnologia e inovação em Saúde. Técnicos brasileiros e britânicos trabalharão em parceria para a construção de ações de saúde pública de acordo com as áreas consideradas prioritárias. Já os recursos do programa serão executados diretamente pelo Governo Britânico. Além do Brasil, também são beneficiados pelo Prosperity Fund do governo britânico os seguintes países: México, África do Sul, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietnã e Myanmar.

FONTE: Agência Saúde/ Roberto Chamorro