Também chamado Bisfenol A, o BPA é uma substância química orgânica que constitui a unidade básica de polímeros e revestimentos de alto desempenho, principalmente plásticos policarbonatos e resinas epóxi. A substância costuma estar presente em produtos de plástico duro e transparente, encontrados em mamadeiras, potes, chupetas, pratos, talheres e na parte interna de enlatados.

Na Odontologia – Seguindo tendência mundial, já comum no continente europeu, indústrias brasileiras começam a investir em produtos BPA Free.

Embora a quantidade de BPA liberada na saliva por materiais resinosos seja milhares de vezes menor do que a dose limite de segurança há uma tendência de remover o BPA dos produtos odontológicos restauradores. No campo, o BPA não é empregado diretamente, e sim seus derivados.

“Eles constituem componentes-chaves de materiais poliméricos que, quando degradados, podem gerar um pico de liberação de BPA no organismo”, explica Rodrigo Reis, doutor em odontologia, master of science em Odontologia Restauradora e Biomateriais, pós-graduado em Implantodontia e com formação em aperfeiçoamento em implantes dentários.

De acordo com o profissional, os comitês científicos internacionais consideram a dosagem de BPA liberada insignificante e menor que a exposição via outras fontes. “Certamente grupos de maior risco a disruptores endócrinos, como gestantes e crianças, e indivíduos preocupados com o tema irão preferir materiais BPA Free, considerando um fator a menos de preocupação”, observa.

Produtos – Aderindo à tendência de materiais livres de BPA, a FGM Produtos Odontológicos, pioneira na fabricação e líder em vendas de clareadores dentais no Brasil e na América Latina, é a primeira indústria odontológica brasileira a inserir no mercado produtos BPA Free, como a resina Vittra APS e os adesivos para esmalte e dentina, Ambar, Ambar APS e Ambar Universal APS.

“Vittra APS é uma resina que não possui em sua formulação os monômeros que são sintetizados a partir deste composto, estando em consonância com órgãos reguladores internacionais. A base orgânica da resina conta com os monômeros do tipo UDMA e TEGDMA, que não liberam BPA na saliva”, explica Friedrich Georg Mittelstädt, diretor técnico da FGM.

Disruptor endócrino – Estudos demonstram o potencial prejudicial do Bisfenol à saúde, com problemas como distúrbios de comportamento, memória e também um maior risco de puberdade precoce, câncer, diabete e doenças cardiovasculares. O BPA é um xenoestrógeno: significa que confunde os receptores celulares no organismo e se comporta de forma parecida à dos estrógenos naturais. Por esse motivo, é considerado um disruptor endócrino (DE). Essas substâncias, de maneira geral, desequilibram o sistema endócrino, modificando o sistema hormonal.

Fonte: FGM (https://www.fgm.ind.br/)