O Conselho Federal de Odontologia CFO) protocolou na Presidência da República e no Ministério da Saúde, no dia 1° de agosto, ofício solicitando a inclusão da Odontologia no Programa Médicos pelo Brasil, lançado na mesma data, em substituição ao Programa Mais Médicos. A solicitação do CFO antecedeu o lançamento do Programa e foi reiterada junto ao Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante a cerimônia.

O Presidente do CFO, Juliano do Vale, ressaltou a importância do profissional de Odontologia nos quadros do Programa Médicos pelo Brasil, como forma de fortalecimento da saúde à população, conforme prevê a Constituição, em seu Artigo 196: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. É crucial garantir também a presença do profissional de Odontologia no atendimento ofertado no novo Programa do governo federal”, reforçou o presidente do CFO.”

Na ocasião, o Ministro da Saúde ratificou o compromisso assumido com a Odontologia, em referência às propostas da categoria entregues pelo CFO, em fevereiro, quando a Diretoria do CFO pontuou a necessidade expansão do atendimento odontológico de qualidade à população, com foco na valorização do cirurgião-dentista e na ampliação do financiamento à saúde bucal pública em redes de atenção primária, secundária e terciária. O objetivo é que essa ampliação do atendimento contemple integralmente os vazios assistenciais identificados em esfera municipal, estadual e federal.

A Atenção Primária à Saúde (APPS), onde os médicos do Programa Médicos pelo Brasil vão atuar, é a base do Sistema Único de Saúde (SUS), onde as doenças mais frequentes são acompanhadas, como diabetes, hipertensão e tuberculose. A expectativa é resolver cerca de 80% dos problemas de saúde da população sem a necessidade de intervenção na emergência de Unidades de Pronto-Atendimento (UPA 24h) ou de hospitais.

FONTE: CFO/Ascom/ Michelle Calazans