Jacqueline Scholz Issa (foto), médica e coordenadora do Programa de Tratamento do Tabagismo do InCor, desmistifica o uso de cigarros eletrônicos, que ganharam fama por serem usados como uma saída para quem deseja abandonar o cigarro convencional.

Ela explica que o uso desses novos aparelhos não pode ser considerado, sob hipótese alguma, uma forma de tratamento: “O cigarro eletrônico não é tratamento de tabagismo, é apenas uma forma que a indústria achou para vender seus produtos, já que o cigarro comum já tem um marketing falho, uma vez que todo mundo sabe que é ruim para a saúde”.

Risco de infarto – A dra. Jacqueline afirma que essas novas formas, com substâncias que se vendem por promover novas sensações por aromas e sabores, continuam sendo perigosas quando que se trata de riscos de infarto ou danos cardiovasculares severos.

‘Eles são apenas formas que as empresas encontraram de continuar a gerar dependência à nicotina, e esses produtos também precisam ser regulamentados,” afirma. “Na minha opinião, poderiam inclusive permanecer proibidos no País, porque isso poderia comprometer o avanço na redução do número de fumantes”, destaca.

Fonte: InCor – Jornal USP