Com as entidades odontológicas brasileiras – ABCD, ABENO, ABO e com a Coordenação-Geral de Saúde Bucal do MS, o CFO está elaborando proposta da classe odontológica para integrar a saúde bucal à declaração política sobre Cobertura Universal de Saúde (Universal Health Care –UHC), que acontece no dia 23 de setembro, durante a Reunião de Alto Nível da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA).

Experiência brasileira – No documento que a ONU receberá é destacada a importância da experiência brasileira na integração da saúde bucal no sistema público de saúde, a maior e mais bem-sucedida em todo o mundo. Por isso, a expectativa é que essa integração na Cobertura Universal de Saúde contribua na melhoria dos resultados de saúde e redução das desigualdades no acesso aos cuidados.

Referência internacional -Segundo o presidente do CFO, Juliano do Vale, a política de saúde bucal do Brasil é vista como referência internacional. “Em que pese os avanços necessários no âmbito da saúde bucal, a experiência brasileira precisa ser evidenciada na ONU, como forma de contribuir com os desafios globais na busca por melhorias no acesso aos serviços básicos de saúde e ampliação do escopo da atuação odontológica”, afirmou na reunião.

Única credenciada –   “A ABCD foi a única instituição de saúde bucal da sociedade civil credenciada junto a ONU para participar do desenvolvimento da declaração política do UHC. A ABCD está comprometida em fortalecer o acesso das pessoas à saúde de qualidade e a defender o ponto de vista brasileiro nos fóruns internacionais”, declara o presidente da entidade, Silvio Cecchetto, reforçando as apalavras de Juliano do Vale.

Prioridades – Entre as prioridades da declaração política sobre Cobertura Universal de Saúde estão pautados: o financiamento da saúde, combate à pirataria, incentivos à inovação e uso de dados de saúde para a construção de sistemas de saúde sustentáveis, resilientes e centrados nas pessoas, bem como o fortalecimento das forças de trabalho da saúde e, por fim, a importância de investir e fortalecer a atenção primária de saúde.

3,58 bilhões são afetadas – O prof. Cláudio Pinheiro Fernandes, assessor científico internacional da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (ABCD) e coordenador do Centro de Sustentabilidade na Odontologia do Instituto de Saúde Nova Friburgo, da Universidade Federal Fluminense, presente ao evento  explicou  que “hoje as doenças bucais afetam a saúde de 3,58 bilhões de pessoas em todo o mundo, o que resulta em dor, infecção, perda de dentes, perda de produtividade e qualidade de vida”.

O documento foi encaminhado ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para negociação de uma posição mais efetiva para a saúde bucal na Cobertura Universal de Saúde e que integre melhor as doenças bucais junto às demais doenças crônicas não transmissíveis  (DCNTs). Essa integração almeja muito além de reduzir o volume de doenças bucais, busca diminuir as necessidades de pessoas com múltiplos problemas sociais e de saúde e deverá ser encaminhado à ONU.

Participaram também da reunião Ermensson Luiz Jorge ( VP do CFO), Claudio Miyake (secretário geral do CFO), Rogéria Cristina de Azevedo Calastro, coordenadora-geral de Saúde Bucal, entre outros.

CLIQUE AQUI e confira o documento encaminhado ao Ministro da Saúde.

CLIQUE AQUI e confira o documento encaminhado ao Ministro das Relações Exteriores.

Fonte:  CFO/Michelle Calazans, Ascom CFO
Com informações do prof. Claudio Fernandes
Texto Editabr