Com a celebração do Dia do Idoso, em 1º de Outubro, firma-se  oportunidade para difundir informações que auxiliem na prevenção de doenças e terapias dirigidas à preservação das atividades funcionais da população a partir da terceira idade. Com o aumento do número de pessoas acima dos 60 anos nas próximas décadas, o tema é de grande relevância para garantir o envelhecimento dos indivíduos com qualidade de vida e a sustentabilidade de todo o sistema de saúde.

Segundo o mestre em Neurocirurgia pela Unifesp, dr. Claudio Corrêa, faz parte da dinâmica de envelhecimento o desenvolvimento de processos degenerativos, que podem vir somados a distúrbios como os relacionados ao sistema nervoso central – entre elas a doença de Parkinson, o Alzheimer, as neuropatias diabéticas, além de outros desencadeantes como artrites e artroses, lombalgias, e etc.

Bons hábitos – Neste contexto, já é bastante difundido que a prática de bons hábitos ao longo de toda a vida exerce fatores cumulativos para adiar os processos degenerativos e suas consequências, em que se destacam rotina de atividade física, especialmente exercícios aeróbicos leves que ajudam na saúde cardiovascular; musculação para a manutenção da força e do equilíbrio contra quedas; alimentação equilibrada em nutrientes, fortalecendo a imunidade do organismo; e vida social ativa. São recomendações que valem para qualquer idade, mas quando o indivíduo já é idoso e acometido por doenças crônicas, ajudam a devolver mobilidade, reduzir quadros de dor, tensão, depressão, entre outros.

Tratamentos – No campo da medicina, medicação e procedimentos operatórios vêm avançando a cada ano para conter perdas comuns ao organismo na terceira idade ou devolver aspectos funcionais em quadros que limitem as rotinas do dia a dia, como disfunções de movimentos e dor.

São tratamentos que precisam ser bem indicados, considerando o perfil individual de cada paciente, que nesta fase geralmente já consome doses maiores de medicamentos com grande potencial de interação entre eles, incluindo efeitos adversos que podem comprometer sua integridade tanto quanto a doença de base.

Neuromoduladores – Dentre algumas das inovações em cirurgias estão os neuromoduladores cerebrais, que podem ou não ser invasivos, com características não-ablativas (sem lesão estrutural) e totalmente reversíveis, tendo auxiliado em diversos quadros de doenças. “São procedimentos que têm ajudado pessoas com espasticidade, rigidez, tremor ou distonias de membros em geral a terem movimentos normais. Também tratam quadros de dor crônica ou adição por uso excessivo de opioides e afins, além de casos de depressão resistente a medicamentos”, contextualiza o neurocirurgião.

Todas as terapias, como premissa, visam derrubar o mito de que as consequências dos cursos degenerativos são normais, não deixando em segundo plano a qualidade de vida de uma população que ainda pode ter uma rotina de forma plena e satisfatória.

FONTE
Dr. Claudio Corrêa – Com mais de 30 anos de atuação profissional, Dr. Claudio Fernandes Corrêa possui mestrado e doutorado em neurocirurgia pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. Especializou-se no tratamento da dor aliado a neurocirurgia funcional – do qual se tornou referência no Brasil e no exterior. É também o idealizador e coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, serviço que reúne especialistas de diversas especialidades para o tratamento multidisciplinar e integrado aos seus pacientes.

Currículo Lattes:  http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4734707Z5