Proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o DEF (dispositivo eletrônico para fumar) já é moda, principalmente entre os mais jovens, que consideram o produto mais seguro que o cigarro convencional. O dispositivo eletrônico, ou Vape como também é conhecido, possui substâncias alergênicas, explosivas, teratogênicas (responsáveis por malformações no desenvolvimento embrionário ou fetal) e cancerígenas.

Vapor no lugar de fumaça – O cigarro eletrônico contém uma bateria e uma resistência que aquece o líquido em seu interior. O dr. José Henrique de Oliveira, cirurgião-dentista e diretor do INPAO Dental – Instituto de Previdência e Assistência Odontológica, explica que esse líquido que fica dentro do DEF contém nicotina: a pessoa aspira da mesma forma como faz com o cigarro comum, mas é expelido vapor em vez de fumaça.

“O cigarro eletrônico possui concentração de nicotina diminuída e a pessoa que o utiliza fica exposta a uma quantidade menor de substâncias tóxicas. Porém, o produto não é inócuo e o usuário não está protegido de malefícios ou consequências”, alerta o especialista que avisa ainda que o dispositivo pode sim causar dependência, como o cigarro comum.

Saúde bucal x cigarro eletrônico – Ir ao dentista periodicamente é um bom início para evitar ou minimizar as doenças causadas pelo cigarro eletrônico, que são as mesmas do cigarro convencional. Manchas, perda dentária por comprometimento periodontal, dificuldade de cicatrização de lesões bucais e até o câncer de boca.

“A recomendação é não fumar, mas se a pessoa já criou o hábito ou vício, o melhor é ter consciência dos danos e fazer a prevenção e o acompanhamento com o seu dentista”, avisa Dr. José Henrique.

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