Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) 14 mil pessoas tem câncer de boca no país. Diagnóstico precoce, realizado por cirurgiões-dentistas estomatologistas, aumenta a chance de cura. A 7ª Campanha Sorria para a Vida, realizada pela Associação Brasileira de Cirurgiões-dentistas (ABCD) e Associação Paulista de Cirugiões-dentistas (APCD)  visa alertar a população para o Dia Mundial da Saúde Bucal, que acontecerá em 20 de Março, conscientizando a população sobre a importância de hábitos saudáveis para prevenção da doença.

O câncer da cavidade oral aparece na 12º posição entre os tipos mais frequentes da doença no Brasil, sendo o 5º mais comum considerando apenas homens, que representam mais de 70% dos casos, segundo dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Para o cirurgião-dentista Celso Lemos, integrante da Câmara Técnica de Estomatologia do CROSP – entidade que também participa da Sorria para a Vida  -, a faixa etária que mais sofre com a doença é a dos 50 aos 60 anos. Isso porque a incidência do tabagismo, uma das principais causas da doença, é bastante alta nesse grupo.  “Cerca de 80% dos pacientes diagnosticados nessa faixa etária fumam ou fumaram por muito tempo, além do consumo de álcool em excesso”, afirma o profissional.

Outros fatores estão relacionados com esse tipo de câncer, como maus hábitos de higiene oral e o vírus HPV.

“Nos últimos anos foi detectada a relação entre o vírus HPV e os tumores de orofaringe (base da língua e garganta). Portanto, a recomendação é usar preservativo nas relações sexuais e vacinar meninas e meninos, a partir dos 8 anos de idade, contra o HPV”, alerta Lemos.

Diagnóstico – O diagnóstico tardio é um dos maiores problemas para quem enfrenta o câncer de boca, uma vez que, na maioria dos casos, a doença não apresenta sintomas nos estágios iniciais.  Por isso a importância de consultas regulares ao cirurgião-dentista. A atenção a qualquer sinal de alteração nas mucosas da boca aumenta as chances de um diagnóstico precoce.

25 mil pessoas  – A Sorria para a Vida já fez o diagnóstico precoce em suas ações em 25.600 pessoas, em vans instaladas sob a marquise da Fiesp, na Av. Paulista e em outros locais da cidade e do Estado de S. Paulo.