A R T I G O por Emerson Salomão*

O setor odontológico é um dos que mais cresce no país. Segundo o Conselho Federal de Odontologia (CFO) o mercado movimenta cerca de R$38 bilhões por ano e o Brasil é o país que mais abriga profissionais da área. O cenário demonstra o território promissor que atrai cada vez mais especialistas odontológicos. Eles não querem apenas fazer atendimentos, apostam no setor para ter o próprio negócio e crescer profissionalmente nesse mercado.

O desafio não é só fugir da mesmice e entregar um atendimento ágil e digitalizado. O desafio é demonstrar isso na prática. É transformar dados em informações úteis para os negócios, é otimizar a performance das entregas, sem que isso prejudique a qualidade na prestação de serviços. O mercado busca quebrar o paradigma de que a visita ao dentista é sinônimo de sofrimento. Já li matérias afirmando que um consultório estudará o comportamento dos pacientes e entenderá os gostos musicais deles, para que no período de espera seja tocada uma playlist que os agrade. Nessa missão de revolucionar, a tecnologia e mais precisamente o notebook escolhido são os protagonistas de toda a operação.

Diante disso, a placa de vídeo, a memória RAM, o processador e outros componentes técnicos, se não forem escolhidos adequadamente, se tornam uma verdadeira “dor de dente” na gestão. Como acompanho consultórios e redes de diversos tamanhos, fico feliz em ver a evolução e consciência desses profissionais ao enxergarem os notebooks como os alicerces que refletem diretamente na entrega do serviço. É claro que o Know How de cada profissional é o elemento principal para a excelência no atendimento, mas ainda assim ele precisa do suporte técnico para realizar o diagnóstico e rapidamente reestabelecer a saúde bucal do paciente.

Como estamos falando de saúde, as tecnologias que compõe a infraestrutura precisam atender os mais altos níveis de qualidade. Dentro da gama de inovações, vou esclarecer aqui as configurações que um notebook precisa para atender e avançar uma clínica odontológica.

Confiram abaixo as dicas:

Ao escolher um notebook, certifique-se de que a máquina foi projetada com sistemas desenvolvidos para uso profissional. O equipamento para uso pessoal, mesmo os com sistemas avançados, não suportam a demanda diária de uma clínica odontológica e em poucos meses apresentará falhas. As máquinas não dão indícios de que isso pode acontecer, ou seja, na realização de um exame um software pode, simplesmente, não rodar e acarretar no cancelamento do procedimento.

E sobre Velocidade?

O escaneamento intraoral é, sem dúvida, o procedimento que mais exige capacidade operacional do notebook. O design CAD usado para moldes e fabricação de próteses fica em segundo lugar. Os notebooks que rodam softwares para esses procedimentos devem conter, no mínimo, 8GB de memória.

É a vez da Tela!

Como é um setor no qual as imagens corroboram para a identificação de diagnósticos, os monitores de 17 polegadas em tela LCD são os mais indicados para o mercado. Essa unidade de tamanho é apropriada para negócios que exigem alto nível de excelência em imagem.

Por falar em performance

Os consultórios odontológicos inovadores que já fizeram a transição para a transformação digital ou já nasceram na Era das clínicas digitais, hoje, já conseguem mostrar no início do tratamento com aparelhos ortodônticos como ficará o sorriso após a intervenção. Isso demanda notebooks com capacidade para processar sistemas pesados, como o Adobe Phoshop, AutoCad e softwares de scanners intraoral. Notebooks com placas de vídeo de alta performance atendem com precisão softwares de alto desempenho.

E quanto ao suporte?

A dinâmica de qualquer ramo profissional deve contar com um suporte. Quando falamos da área da saúde, esse suporte deve contemplar 24h e 7 dias por semana para possíveis contingências. O paciente jamais deve ter o seu tratamento prejudicado por conta de um problema técnico. Um diferencial é estabelecer parcerias com fabricantes que ofereçam atendimento On Site (assistência técnica que atende em domicílio). Esse serviço diminui o tempo de espera e elimina a necessidade do profissional ter que se deslocar até uma autorizada para levar a máquina.

Neste contexto a troca com o mercado, a homologação de especialistas da área e parceria com distribuidores de scanners e professores universitários demonstram o nível de know how da fabricante do notebook com o setor. É importante estar próximo e acompanhar a dinâmica do ramo odontológico que não para de crescer e tem potencial para avançar o país no quesito de tecnologia para saúde bucal. Já vi anestesias sem agulhas, aparelhos transparentes, ou seja, coisas que há dez anos eram inimagináveis. Os avanços estão acontecendo a todo vapor. No entanto, é o notebook que está ali, escondidinho, que desenvolveu e refletirá o futuro da odontologia. Que não esqueçamos disso.


* Fundador da Avell