“As pessoas devem manter suas casas como se fossem centros cirúrgicos em tempos de coronavírus”, diz especialista da Faculdade São Leopoldo Mandic, dr. André Ribas (foto).

Diariamente, a São Leopoldo está realizando, sempre às 19h, uma transmissão ao vivo sobre o Coronavírus, aberta ao público em geral, com atualizações do momento e espaço para esclarecer dúvidas, por meio da página da Faculdade no Instagram (@saoleopoldomandic).

Na transmissão,o médico epidemiologista da Faculdade São Leopoldo Mandic, dr. André Ricardo Ribas Freitas, destacou os cuidados que as pessoas devem ter com a higiene da casa. “Você tem que tratar o local onde você mora como se fosse um centro cirúrgico, com tudo limpo e desinfetado. Além disso, não é para receber visita e nem manter os funcionários que trabalham ali, pois eles também podem levar o vírus para o domicílio.”

O infectologista salientou que o Brasil ainda passa pela fase exponencial de transmissão do Covid-19 e seguir as recomendações de saúde neste momento é fundamental. “Não dá para correr o risco de chegar perto de alguém, pois a transmissão é assintomática”, explica dr. André. O médico diz que, em relação às compras, só deve entrar no domicílio o que for essencial, no caso, os alimentos, que também devem ter suas embalagens desinfetadas e as frutas também devem seguir o mesmo protocolo, sendo lavadas com hipoclorito.

Roupas, sapatos e o carro – Outro cuidado, de acordo com o infectologista, é com as roupas e calçados que foram usados na rua. “Não é para sair de casa, mas se for necessário, ao retornar, roupas e sapatos devem ser tirados imediatamente e serem lavados e desinfetados, respectivamente. Isso deve ser seguido especialmente em cidades que já contam com casos de transmissão comunitária como é o caso de São Paulo e Rio de Janeiro”, afirma.

O médico ainda lembra que é preciso não esquecer do carro e seguir os mesmos cuidados e desinfetar o interior do automóvel. “A recomendação é não pegar e nem oferecer carona e, nesse quesito, também entram táxi e carros compartilhados. Essa medida não tem que ser vista como antissocial, mas sim como responsabilidade social, pois a transmissão do coronavírus continuará enquanto as pessoas estiverem transitando.”