Para proteger os rendimentos dos profissionais da Odontologia que atuam na rede pública, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP),com  a Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), a Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (ABCD) e a Associação Brasileira de Odontologia secção São Paulo (ABO-SP), solicitaram a inclusão da classe odontológica no rol de profissões que não serão afetadas pelo congelamento de salários proposto pelo governo federal, por serem profissões de saúde.

A suspensão dos reajustes de servidores públicos por 18 meses está sendo formulada pelo Ministério da Economia, em negociação com o Senado. O objetivo do congelamento salarial, de acordo com o Ministério, é criar condições financeiras para o envio de recursos a estados e municípios afetados pela crise decorrente da pandemia de Covid-19.

Segundo o conteúdo inicial da proposta, estarão isentos do congelamento salarial médicos, enfermeiros e policiais militares. Devido à ausência da categoria de profissionais da Odontologia nesse benefício, CROSP, APCD, ABCD e ABO-SP enviaram ofícios ao ministro da Economia, Paulo Guedes; ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre; e ao presidente do Conselho Federal de Odontologia (CFO), Juliano do Vale pleiteando a inclusão da Odontologia na lista de profissões da saúde que não terão os salários congelados.

Riscos – O pedido considera, principalmente, o alto risco de contágio dos profissionais da Odontologia pelo novo coronavírus, dada a presença do vírus na saliva, assim como a notória facilidade de transmissão e risco de contaminação cruzada dentro do ambiente odontológico, o que aumenta o risco à saúde tanto dos profissionais quanto dos pacientes.

O documento também ressalta que cirurgiões-dentistas, auxiliares e técnicos em saúde bucal estão na linha de frente do combate à Covid-19. Além de auxiliar no fast-track previsto pelo Ministério da Saúde, os profissionais da Odontologia prestam a devida assistência aos pacientes, especialmente nos casos de urgência e emergência.