Nunca se falou tanto em prevenção, que abrange desde o isolamento para evitar contágios de doenças que prejudiquem o sistema imunológico até às boas práticas de alimentação e saúde, incluindo a higiene bucal, que é fundamental para prevenir quadros inflamatórios e infecciosos que comprometem diretamente a resposta imunológica do corpo e predispõem ou agravam outras doenças que fragilizam ainda mais o organismo.

Para se aprofundar no assunto, a marca de higiene bucal, KESS, também mantenedora da ONG Turma do Bem, a cirurgiã-dentista Luciana Bruzadin (foto acima) aponta 4 cuidados indispensáveis que ajudarão a manter a saúde bucal e, consequentemente, reduzir o risco de contágio nesse período de pandemia. Confira!

1-Manter o hábito correto de escovação e uso de fio dental

“Quando não se escova os dentes corretamente, é comum acumular placa bacteriana, principalmente ao redor da gengiva. A primeira coisa que isso pode causar é gengivite, que é uma doença inflamatória. Quando isso acontece, o nosso sistema imunológico é ativado e, consequentemente, fica sobrecarregado, dificultando para o nosso corpo se proteger contra doenças, como uma gripe”, explica a dentista.

De acordo com a especialista, quando o sistema imunológico é ativado para um problema, ele perde forças para combater outras doenças, dificultando a recuperação do organismo. “Existem diversas comprovações cientificas de que focos inflamatórios e infecciosos bucais pré-dispõem e/ou agravam várias doenças sistêmicas, como doenças cardíacas e pulmonares. Em pacientes entubados, o risco de se contrair pneumonia é alto na presença de foco infeccioso bucal, um grande problema a ser enfrentado no quadro de cuidados na COVID 19.”

2-Trocar periodicamente a escova dental, principalmente após qualquer quadro infeccioso

“A periodicidade para a troca da escova de dente é relativa, em média 3 meses. Porém, isso pode variar de acordo com a forma de uso de cada um. A pessoa que usa a escova de uma forma que deforma mais rapidamente as cerdas, terá que trocá-la com mais frequência. A troca em si vai depender de como estão as cerdas. Se ela estiver deformada, a qualidade da escova está comprometida e passa a ter uma função negativa na saúde bucal”, diz a dra.Bruzadin.

De acordo com a especialista, a troca da escova de dente é fundamental por ser um acessório que facilita o contágio. “É muito raro uma pessoa ter o hábito de descontaminar uma escova de dente com o produto específico para isso. A água, por si só, não descontamina a escova, as cerdas mesmo quando enxaguadas corretamente seguram resíduos que são invisíveis aos olhos. Por isso a importância de trocar a escova regularmente”, explica.

Para dra. Luciana, essa cautela é ainda mais importante para quem teve uma gripe, virose ou infecção bucal. “Se a pessoa teve qualquer tipo de problema viral, é preciso trocar a escova de dente, para que ela não seja objeto de contágio novamente para o usuário”.

3) Não compartilhar itens de higiene, principalmente a escova dental

“Isso parece algo obvio, mas muitos não têm condições de ter a sua própria escova. Eu atendo, pela ONG Turma do Bem, famílias humildes que compartilham a escova entre várias pessoas da casa. Por isso é muito importante as empresas se conscientizarem sobre a necessidade de tornar as escovas de dente e outros acessórios para higiene bucal mais acessíveis aos consumidores de baixa renda”, explica a especialista, que destaca a linha KESS Basic, com escovas de dente e fios dentais a preços acessíveis como uma boa iniciativa da marca em ajudar as famílias de baixa renda a adquirirem uma escova de dente para cada membro da casa sem prejudicar a renda.

4) Evitar roer as unhas, mordiscar objetos ou levar a mão à boca

Esses hábitos, chamados parafuncionais, são prejudiciais para a saúde bucal no geral. “O hábito de mordiscar objetos, como por exemplo uma tampa de caneta, pode prejudicar e até quebrar a estrutura do dente, além de ser um objeto sujo. A mão é muito contaminada, quando a colocamos desnecessariamente na boca, estamos assumindo o risco de contrair e transmitir várias doenças”, finaliza.