O teste  americano Alfa Scientific permite identificar a presença do vírus no organismo a partir do 7º dia de infecção e o resultado fica pronto em até 10 minutos. Esta é a principal informação do teste que já está sendo disponibilizado no Brasil. No país, o teste internacional é representado pela mineira Orbitae, empresa de diagnósticos humanos e forenses.

“A realização desse teste é praticamente igual à forma como é aplicado o de glicemia. Limpa-se a ponta do dedo com álcool e no local é feito um pequeno furo. Com uma pipeta capilar, retira-se vinte milímetros cúbicos de sangue. E, uma gota dele é depositada em uma placa do equipamento, por cima das quais o reagente é adicionado. E, em seguida, o resultado é apresentado”, explica Rodrigo Silveira, diretor da Orbitae.

Pessoas jurídicas – O teste será comercializado apenas para pessoas jurídicas, é certificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sua eficiência atestada pelo laboratório de medicina do Centro Universitário ABC.

“Vamos disponibilizar o Alfa Scientific para empresas e instituições dos setores público e privado de todo o país, especialmente para as que atuam no campo da saúde. E, ainda para companhias de outros segmentos, como o de mineração, por exemplo, que poderão retomar suas atividades com a certeza de que seus colaboradores estarão seguros e livres da contaminação ou da possibilidade da disseminação do vírus em suas plantas”, ressalta.

Diagnóstico rápido – Segundo o executivo, “a rapidez de detecção permitida pelo teste ajudará na antecipação do diagnóstico, o que contribuirá para uma redução no contágio e ainda para o tratamento dos infectados. Estamos nos preparando para atender todas as demandas de forma organizada e na velocidade que esse momento exige. Pois sabemos que o tempo é essencial nesse tipo de situação, principalmente porque envolve vidas e quando isso acontece é primordial”, reforça Rodrigo.

Anticorpos – Além de apontar se a pessoa está infectada pelo coronavírus, o Alfa Scientific ainda permite visualizar se o paciente já teve contato com o patógeno causador da doença em algum instante da vida, ou seja, mesmo não estando doente no momento, o teste possibilita saber se a pessoa pegou o vírus e criou anticorpos.

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