Por: Eliane Barros Davanço*

Esta é uma modalidade de trabalho nova para mim, nunca tive a oportunidade de degustar as dores e as alegrias do home office, mas com a pandemia fomos forçados a mudar comportamentos, pensamentos e hábitos antigos que não se adequam mais a esta nova realidade difícil de aceitar, mas por outro lado proporcionou muitas conquistas.

Para quem é mãe, o home office proporciona uma aproximação com os filhos maravilhosa, aquela convivência diária terceirizada para as escolas e avós, volta para as suas mãos com toda força e a relação conhece facetas ainda não exploradas. Sabe aquilo que falamos: “pouco tempo, mais com qualidade”, no fundo é um pouco para nos conformarmos com o ritmo da vida moderna em que a maioria das mães que trabalham fora e tem muito pouco tempo de ficar com seus filhos. O home office permite que você, mãe moderna, continue no mercado de trabalho e ainda possa ser mãe em tempo integral, é fácil? Definitivamente não! A sobrecarga emocional aumenta, pois, a sua atenção tem que ser dividida e as crianças sabem muito bem como chamar a atenção dos pais quando querem.

Para os casados, a relação também se intensifica, o que era bom fica melhor ainda, mas o que era complicado…fica mais complicado! Acredito que muitos casais não sobreviverão a este período, principalmente os que a base já não era sólida (no sentido literal), sabe aquelas relações vazias? Construídas na aparência, no dinheiro ou na carência? Essas com certeza morrerão! O mais legal é descobrir, em tempos difíceis como este, que podemos ser mais versáteis, respeitar a individualidade do outro e muitas vezes tirar sarro das manias do outro, uma forma interessante de atenuar e trazer leveza à relação. É um grande desafio, mas uma alegria imensa presenciar como a relação pode ser ressignificada, depois de tantos anos, com novas descobertas.

E o trabalho, o ponto chave do nosso bate papo? Ahhh esse continua de vento em popa!!! Sem o tempo perdido no deslocamento dessa cidade infernal, nos tornamos muito mais produtivos, está certo que a carga horária às vezes se estende um pouco mais, o que nos exige maior disciplina, isso claro para os apaixonados, aqueles que não resistem à curiosidade de ficar checando e-mails a toda hora, assim que o aviso sonoro de alerta informa que “alguém” te mandou “alguma coisa”!!!

Isso tudo é muito louco e, nós apaixonados pelo trabalho devemos ser também, risos! Meu marido diz que eu falo isso rindo, veja que sintomático!!!

Mas nem tudo são flores, controlar uma Central de Operações 24/7 (24 horas, 7 dias da semana) a distância não é para qualquer um, parece que em home office tudo fica mais à flor da pele e as emergências se tornam muito mais emergentes e constantes. Já fui acordada de madrugada mais vezes do que em 3 anos de escritório, o que é normal pois as pessoas necessitam de mais suporte e precisam se sentir apoiadas, esse é o papel de um líder, estar presente sempre, mesmo que a distância. Aprendi isso com o presidente da empresa que trabalho, se não testarmos e acompanharmos, a melhor ideia pode se tornar um fracasso. Para mim é a insegurança natural do ser humano que causa tudo isso, não poder ver e ouvir seus funcionários a todo momento causa uma sensação de “tela preta” o que corrobora para uma maior pressão por assertividade e controles que no escritório passavam despercebidos. Mas nada como um dia após o outro para evoluirmos como pessoa e como profissionais e poder comprovar aquele clichê: “sem saber que era impossível, ele foi lá e fez!”

Cansada? Sim, mas muito mais Feliz com a oportunidade de nos reinventar!


*Eliane Barros Davanço tem experiência de 19 anos na área de Relacionamento com Ciente. Como gestora de Operações 24 horas na TeleHelp conduz a Central de Atendimento 24/7, contando com uma equipe de 22 profissionais treinados para atendimento às emergências dos mais de 12 mil clientes. O atendimento humanizado e com qualidade faz com que a TeleHelp tenha um dos maiores índices de satisfação de todo o mercado, sendo consistentemente pontuada acima de 90 pelos seus usuários em um índice de avaliação que vai de -100 à +100 pontos.  Trabalhou no mercado de emergências médicas por 11 anos na maior empresa do segmento e por 5 anos com monitoramento de alarmes, onde implantou o Sistema de Gestão da Qualidade – SGQ.

Formada em Administração de Empresas pela FMU, com pós-graduação em Marketing de Serviços na ESPM.

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