Tratamento com Ozonioterapia odontológica acelera cura de infecções e estimula o sistema imunológico. A técnica está sendo utilizada na melhora das cicatrizações de feridas, em consultório de João Pessoa 

O poder oxidativo e a ação antimicrobiana fizeram a ozonioterapia ser uma terapia cada vez mais utilizada em diversos contextos do restabelecimento da saúde. Na Odontologia, ele é empregado em praticamente todas as especialidades. De acordo com a Taís Cristina Rosa, cirurgiã-dentista da Odontogalerie (CRO-PB 4533), especialista em Harmonização Orofacial, Implantodontista, Protesista e com habilitação em Ozonioterapia, a técnica pode ser utilizada nos diversos tratamentos odontológicos, tais como nos tratamentos de canal, nas doenças periodontais, nas cirurgias, em necroses, alveolites, aftas, herpes, candidíase, nas restaurações ou fraturas dentárias, uma vez que estimula a neovascularização e aumenta muito o índice de sucesso em casos de traumas dentários. “O resultado dos tratamentos é muito satisfatório e muito acima da média”, destaca a dentista.

Segundo ela, essa é uma terapia complementar, podendo ser utilizado o gás ozônio, a água ozonizada e também o óleo ozonizado. Tudo depende do objetivo, da via de administração e da indicação terapêutica. É uma terapia complementar, e em altas doses e concentrações é capaz de matar microrganismos, como bactérias, fungos e vírus, inclusive o gás não pode ser inalado por organismos vivos, sob risco de danos à saúde.

A concentração que o gás ozônio medicinal é utilizado para estimular o sistema imunológico é muito baixa e causa um estresse oxidativo que estimula o sistema imunológico. Como é muito instável e logo que entra no organismo uma parte volta a ser oxigênio e outra parte se transforma em ozonídeos.

“O resultado final é um ganho de energia e oxigênio em todas as células. Hoje em dia, é um recurso muito seguro com estudos científicos e eficácia comprovada de forma terapêutica e sistêmica”, explica a dra. Taís.

Brasil é o 5º a utilizar – De acordo com a Associação Alemã de Ozonioterapia, a incidência de efeito colateral é de apenas 0,0007%. O Brasil é o 5º país com a maior produção científica relacionada ao tema. Outros países, como Itália, Espanha e Cuba investem não somente em pesquisas, mas também já empregam o método corriqueiramente em seus sistemas de saúde.

Na Odontologia, a ozonioterapia atua como coadjuvante no tratamento periodontal (gengival), que são quadros inflamatórios e infecciosos, além de auxiliar no processo de reparo dos tecidos. Ela também é eficaz no suporte da disfunção da ATM, que causa dor e desconforto quando há lesão na articulação temporomandibular, uma espécie de “dobradiça” que liga a mandíbula ao crânio. De acordo com a cirurgiã-dentista,  o ozônio pode ser utilizado também na desinfecção de ambientes e, por ser gás, chega onde não se consegue alcançar para destruir os microrganismos.

“A água ozonizada também tem um poder bactericida 100 vezes maior que a água sanitária e é utilizado para limpar os equipamentos, impedindo, assim, que microrganismos se instalem onde há tubulações”, ressalta.

Contraindicações e aplicação – A substância não é indicada para pessoas com deficiência da enzima G6PD, conhecida como anemia hemolítica ou favismo, além disso deve-se evitar a administração em gestantes, pessoas com hipertireoidismo descompensadas ou que estejam muito “oxidadas”. “É bom dar enzimas e tratar de forma sistemática para depois entrar com o ozônio”, explica. A aplicação na Odontologia, segundo Taís, deve ser feita por um dentista habilitado e que tenha realizado curso específico, com carga horária mínima de 32 horas, além de estar inscrito no Conselho Regional de Odontologia (CRO). A técnica é oficializada em 14 diferentes países. No Brasil, é reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia desde 2015.

Fonte: Dra. Taís Cristina Rosa, cirurgiã-dentista da Odontogalerie (CRO-PB 4533).