Ações com informações e o orientações sobre saúde bucal e tratamentos serão realizadas nas redes sociais

“Quem avisa amigo é”. Não há dúvidas de que todo brasileiro já ouviu essa famosa frase, que até música já virou, além de samba-enredo no Carnaval de 1988. Já neste ano, a verdade contida no ditado é tema da Campanha Nacional de Combate ao Mau Hálito, promovida pela Associação Brasileira de Halitose (ABHA), a partir do dia 22 de setembro, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Mau Hálito.

“Diante da situação mundial atual, a campanha precisou ser adaptada pela impossibilidade de se reunir pessoas em palestras ou ações, como fazemos todos os anos. Sendo assim, toda a nossa campanha acontecerá nas redes sociais da ABHA. No entanto, o objetivo é o mesmo: informar sobre a saúde do hálito e nortear pessoas que passam pelo problema e buscam a solução”, explica Karyne Magalhães, vice- presidente da ABHA (foto ao lado). Prevendo orientações sobre higienização, adequação dos hábitos diários para manutenção da saúde bucal e informações sobre tratamento direcionado, que possam tranquilizar o paciente, as ações seguem até o dia 25 de outubro, data em que se celebra o Dia Nacional do Cirurgião- dentista.

A halitose ou mau hálito é uma condição anormal do hálito (odor expirado pelos pulmões, boca e narinas), que se altera de forma desagradável. No Brasil, pesquisas revelam que aproximadamente 30% da população sofrem com o problema, cerca de 50 milhões de pessoas. A halitose não é uma doença, mas pode denunciar a ocorrência de alguma patologia, problema de saúde ou alteração fisiológica. Ou seja, é um sinal de que algo no organismo está em desequilíbrio, devendo ser identificado através de um correto diagnóstico e tratado adequadamente quando o problema torna-se crônico.

“Todos nós, um dia ou outro, podemos apresentar um hálito desagradável. E sabe de uma coisa? Podemos não sentir o odor vindo da própria boca. O mau hálito ou halitose tem inúmeros efeitos negativos na vida das pessoas. A insegurança e o isolamento social, resultando em transtornos psicológicos, são alguns deles. Muitas vezes, afasta o indivíduo do convívio social, afetivo e profissional. Na maioria dos casos, a pessoa desenvolve ansiedade, depressão, baixa autoestima, hábitos deletérios, como escovação excessiva dos dentes, limpeza exagerada da língua e se torna dependente das gomas de mascar e balas para mascarar o problema, além de casos de alcoolismo. Sabe-se que quem sofre com halitose não é capaz de avaliar o próprio hálito. “É por isso que o tema deste ano é ‘mau hálito: quem avisa amigo é’. Como bem sabemos, avisar um ente querido pode parecer uma tarefa difícil, mas saber como avisar faz toda diferença. Afinal, quando a gente gosta, a gente cuida. Assim, ser sutil, honesto e se dispor ajudar podem ser o melhor caminho para avisar um parente ou amigo que sofre com a halitose e aparenta não perceber. Se você teve o cuidado e a gentileza em fazer o alerta, isso demonstra que você se preocupa e quer o bem da pessoa. Caso contrário, essa pessoa pode passar por situações constrangedoras e excludentes.”

A vice-presidente da ABHA alerta que é comum as pessoas associarem o mau hálito a falta de higiene e aos problemas gástricos. “Piadas e chacotas correm soltas por aí, mas o que poucas pessoas sabem é que, muitas vezes, as alterações salivares, a desidratação das mucosas da boca, a retenção de bactérias no fundo da língua e as doenças gengivais subdiagnosticadas são causas que levam a halitose. E muitas vezes, uma boa consulta diagnóstica e o tratamento adequado, em poucas sessões, podem ser capazes de controlar a alteração sentida ou não pela pessoa”, finaliza.

SOS Mau Hálito

Comunicar o problema para quem tem mau hálito pode ter uma solução simples, gratuita e anônima. É o “SOS Mau hálito”, uma “área destinada a pessoas que têm um amigo (a) portador (a) desse problema e ficam constrangidas de informá-lo (a)”, diz o texto da entidade. Em um link disponível no site da associação (www.abha.org.br), você pode enviar um e-mail, de forma anônima e gratuita, para qualquer pessoa que tenha mau hálito.

O texto da instituição também traz esclarecimentos sobre halitose e, principalmente, sobre como resolver o problema. A associação reforça, ainda, que o serviço não deve ser usado como brincadeiras, mas sim para que quem realmente sofra do problema possa buscar uma solução.