Em novembro chega um dos momentos mais importantes para a área da saúde: o momento de dar atenção para os cuidados com a saúde masculina e conscientização sobre o combate ao câncer de próstata, considerado o câncer que mais mata homens no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia(SBU).  É chamado de Novembro A\UL.

Pedro Romanelli  (foto), urologista e diretor da Sociedade Brasileira de Urologia em Minas Gerais, diz que desde a criação do Novembro Azul, houve aumento da presença masculina nos consultórios médicos para realizar os exames e prevenir contra o câncer. Porém, o ano de 2020 apresentou uma queda nesse índice. “Ainda tínhamos que lidar com muito preconceito nos anos anteriores e estávamos lutando para reverter isso. Porém, por mais que ainda tivéssemos um longo caminho a percorrer, a conscientização durante o Novembro Azul surtia efeito. O problema é que houve um período de recessão devido À pandemia. Muitos homens pararam com acompanhamento médico de rotina que já recebiam ou, simplesmente, desistiram de iniciar os cuidados em consultório esse ano”, alerta.

Com isso, Pedro relata que existe a expectativa de aumento nos casos para o próximo ano. “A falta de diagnóstico precoce é o principal motivo de óbito, o que preocupa muito. Por isso, é necessário alertar que a saúde nunca deve ser deixada para depois. Mesmo com a pandemia, é necessário continuar com os cuidados diários referentes a todos os aspectos. Siga as recomendações necessárias de combate ao vírus e visite o seu médico conforme o cronograma estabelecido por ele”, orienta Pedro.

Diagnóstico precoce salva vidas  –  Falar sobre o câncer de próstata é tão necessário porque a prevenção e identificação precoce da doença são sempre os melhores remédios. De acordo com a SBU, 20% dos casos são descobertos em estágio avançado, o que torna mais difícil o tratamento e a cura. “É importante realizar o exame, pois, nem sempre, os sintomas aparecem no início. Recomenda-se o exame anual em homens com mais de 50 anos e, em casos com histórico familiar, a partir dos 40 anos. E, claro, ao sentir qualquer sintoma relacionado, como sangue na urina ou no sêmen, disfunção erétil, dores no quadril e nos ossos, o primeiro passo é buscar o urologista para avaliação”, destaca.