De acordo com o Portal da Transparência, desenvolvido pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), os casos de infarto aumentaram 31% desde o início da pandemia mundial de coronavírus no Brasil.

Relatório da Associação Nacional de Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), aponta duas causas primárias para tal índice: medo da pandemia e a falta de acompanhamento médico ao sentir os primeiros sintomas do problema. Gilmar Reis, cardiologista, diz que muitas pessoas deixaram de visitar o médico durante o período de quarentena. “Foi possível perceber essa diminuição dos pacientes. O pânico no início da pandemia fez muitas pessoas abandonarem, até mesmo, tratamentos em andamento”, alerta o médico.

Assim, pessoas que já possuíam predisposição tiveram os sintomas agravados pelo estresse e medo da pandemia. Enquanto isso, outros hábitos também foram responsáveis por aumentar os riscos. “A ansiedade por si só pode aumentar a necessidade de consumir alimentos perigosos para a saúde, com muita gordura e sal, por exemplo. Na quarentena também houve aumento do sedentarismo, fatores principais para o desenvolvimento de diversas doenças cardiovasculares”, afirma.

Prevenção – O principal nesse momento, segundo Gilmar, é conscientizar as pessoas que a visita regular ao médico continua importante e oferece muito mais saúde do que risco, seguindo os protocolos estabelecidos.

“É possível continuar frequentando o médico para os exames e avaliação de rotina necessários. No caso de qualquer alteração, será possível identificar sinais incomuns como dor no peito, palpitação, dor de cabeça muito forte. O ideal é buscar o médico com prioridade”, afirma.

Hábitos saudáveis – Além disso, uma das maneiras de combater a doença é adotar hábitos mais saudáveis. “Boa alimentação, evitar o uso excessivo de álcool, não fumar e praticar exercícios físicos são itens essenciais”, complementa o médico.

Fonte:

Gilmar Reis, Cardiologista e especialista em Clínica Médica e Medicina Intensiva, é pesquisador e coordenador do Centro de pesquisa Clínica CARDIOLAB (@dr_gilmarreis) /