Por: Rafael Amado*

Quais são as principais urgências?

*Sensibilidade pós-operatória de restaurações amplas de resinas compostas –Esse desconforto normalmente ocorre por falhas adesivas e/ou pelo não controle da contração de polimerização na inserção do material restaurador na cavidade.

Pode também estar ligada a não correta proteção do complexo dentino pulpar. Além disso, a troca de restauração de amálgama extensas por resina, pode ser uma possibilidade de origem. Por isso, é importante a verificação da adaptação marginal das restaurações.

Fratura dental –Gerada por quedas e ou acidentes podendo também estar associada aos movimentos de intrusão e avulsão dental. Deve-se analisar além da extensão da lesão, se também os tecidos de suporte foram afetados e se existe a necessidade de tratamento endodôntico prévio à etapa restauradora.

Fratura de restaurações – As restaurações podem apresentar fraturas devido ao tempo em que foram feitas, por forças oclusais excessivas, pela falta de manutenção e ou mastigação de alimentos duros e por hábitos parafuncionais. Portanto, essa situação gera possíveis dores e lesões aos tecidos moles.

Presença de cárie profunda – Geralmente tem relação com incômodo aos alimentos e bebidas adocicadas e com extremos de temperatura. Deve-se proceder o correto diagnóstico com auxílio de radiografias e determinar o protocolo restaurador mais adequado para essa situação.

A análise da profundidade da lesão pode ser determinante na indicação do tratamento. Se já existe o contato com tecidos pulpares e presença de inflamação, a endodontia deve anteceder o tratamento restaurador.

Sensibilidade excessiva – Pode estar associada a lesões cervicais não cariosas e presença de trincas. A sensação pode ser aumentada por hábitos alimentares deletérios à estrutura dental. Nesses casos, o agente causador deve ser identificado e a forma, função e estética devem ser reestabelecidas.

Cárie secundária –  Pode ser desconfortante e difícil de visualizar. Dependendo da sua localização, normalmente essa lesão está associada a falhas adesivas entre dente e restauração. Esses “gaps” são nichos e alvos fácies para instalação do processo carioso.

Logo, métodos auxiliares de diagnósticos são necessários para um correto diagnóstico e tratamento da lesão. Assim, a atenção às margens da restauração e um bom protocolo restaurador são fundamentais.

Dor após restaurações e ou cimentação de peças protéticas – Normalmente está aliada à sensação relatada pelos pacientes de que o dente em questão “está alto”. Esse desconforto oclusal pode ser bem doloroso e ainda pode ocasionar uma Pericementite. Ou seja, uma inflamação aguda dos tecidos situados ao redor do ápice radicular de um dente.

Por esse motivo, o ajuste oclusal após procedimentos restauradores é tão importante e deve ser feito de forma criteriosa, para evitar a possibilidade de contatos prematuros que podem gerar esse grande desconforto.

Devemos ficar atentos aos ajustes oclusais em procedimentos restauradores que tiveram a utilização de anestesia local, pois a não correta sensação pode confundir o paciente e, após o efeito anestésico cessar, a presença de contatos prematuros pode ser identificada.

Lesões em tecidos moles ocasionados por fraturas dentais e de restaurações – Podem gerar lesões ulceradas e aftosas, podendo ser bem doloroso ao paciente. Mais uma justificativa para a rápida intervenção restauradora.

Contudo, situações inesperadas podem ocorrer, mas o cirurgião-dentista deve estar preparado para minimizar e solucionar o dano. Sempre lembrando o paciente que a visita periódica ao  consultório pode evitar muitos possíveis inconvenientes.


*Rafael Amado – graduado pela Faculdade de Odontolohgia de Campos/RJ), mestrado e especialização em Dentística pela SLMandic/SP – @dr.rafa_amado