Os dados de mais de 500 mil profissionais de Odontologia, com inscrição ativa, foram enviados pelo CFO ao ministro da Saúde para inclusão como grupo prioritário na vacinação contra a Covid-19. A solicitação faz referência ao cadastramento desses profissionais no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

A manifestação do CFO evidencia a atuação profissional de cirurgiões-dentistas, técnicos e auxiliares em Saúde Bucal e em prótese dentária na defesa da saúde da população em todo o Brasil, considerando o contingente profissional da linha de frente. Para facilitar no processo de planejamento e execução desse cadastro, o CFO encaminhou o mapeamento nacional detalhado desses profissionais, contendo os dados necessários para integrar o plano nacional de vacinação.

Expectativa -Segundo o presidente do CFO, Juliano do Vale, a expectativa é que o ministro da Saúde inclua os profissionais da Odontologia no grupo prioritário dos trabalhadores da saúde, da mesma forma como foram reconhecidos no início da pandemia, em abril, para cadastramento, capacitação e trabalho na linha de frente contra a Covid-19 (Portaria GM/MS nº 639/2020).

“O cadastramento da categoria é imprescindível. O CFO está a disposição para contribuir com o que for preciso para a logística de distribuição prioritária do plano nacional de vacinação aos profissionais de Odontologia”, afirmou.

Tendência – Em primeiro esboço de planejamento da campanha de vacinação, o ministro da Saúde considerou como tendência que a imunização aconteça a partir do primeiro trimestre de 2021. O cronograma de vacinação será dividido em quatro etapas com abrangência de diferentes grupos prioritários, sendo os profissionais de saúde em fase inicial.

Todos juntos – Nessa etapa preliminar, o Ministério da Saúde também conta com as contribuições da Câmara Técnica instituída para elaboração do plano nacional (Portaria nº 28/2020): Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Nacional de Controle e Qualidade em Saúde (INCQS), a Fiocruz, o Instituto Butantan, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), sociedades médicas, conselhos federais da área da saúde, Médicos Sem Fronteiras e integrantes dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (Conass e Conasems) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Fonte: Michelle Calazans, Ascom CFO -imprensa@cfo.org.br