Por: Fernando Montenegro *

Nestes tempos tão difíceis da pandemia de coronavírus, parece impossível imaginar que as pessoas idosas não se deixem levar pelos disse-me-disse dos diversos níveis governamentais sobre o tema e os muitos casos de falecimentos e/ou hospitalizações de idosos amigos como de pessoas de destaque na sociedade que vem sendo afetadas por esta terrível doença, muitas de forma mortal.

Resta aos ainda não afetados se prevenirem, evitar aglomerações  -mesmo dentro da família, usar máscaras , manter suas mãos limpas e usar álcool gel, atitudes já bastante difundidas pelos meios de comunicação.

Mas como será que eles vêm estas praias cheias, estas ruas de comércio lotadas e jovens se reunindo em grande número em festas e pancadões em diversos locais e cidades do país, atos que beiram a insanidade e que denotam uma falta de consideração às demais pessoas pois vão multiplicar as infecções. Como será que vêm as notícias do aumento de casos – por todo o Brasil – de mortes e internações, em muitos estados e/ou cidades chegando a percentuais próximos do pico da pandemia de meses atrás?

Cremos que tantos eles, como os  “mais moços e responsáveis”, acabam tendo uma grande tensão e expectativa ruim  que possa o vírus  chegar neles, exatamente num momento em que os hospitais e UTIs  estão cada vez mais cheios muitos perto de sua capacidade máxima, seja na rede pública como na particular.

Todas estas preocupações externas vão influenciar  nos diversos tratamentos clínicos, particularmente naqueles que envolvem anestesia, o que obriga a uma anamnese bem detalhada – mas com uma conversa franca, muito além das perguntas-padrão de fichas clínicas para detectar até que ponto estas questões específicas estão preocupando os pacientes e esta tensão constante, sub clínica mas presente em todos nós.

Em termos práticos, o uso de anestésicos sem vaso-constrictores SOMADOS a procedimentos bem planejados e realizados com rapidez, com o menor número possível de carpules aplicados, é o desejável nestes pacientes mais tensionados e afetados nesta pandemia e nos casos mais graves: em ambos devem optar para postergar os procedimentos propostos até finalmente entrarmos no almejado pós-pandemia com a vacinação espraiada pelo maior número de brasileiros sendo concretizada.

Importante, no caso dos cirurgiões-dentistas a tomada de imagens radiográficas ou tomográficas (em casos clínicos mais complexos) prévias às atividades cirúrgicas para a montagem da bancada de trabalho e da mesa auxiliar com todos os instrumentos que possam ser necessários, pois isto agiliza os procedimentos clínicos diminuindo a necessidade de novas reaplicações de anestésicos.

Então, apesar destas medidas propostas parecerem excesso de cautela, os profissionais devem colocar mais este ponto da tensão nervosa pela pandemia e pelos desmandos governamentais no seu arsenal clínico, nunca subestimando este fator no seu dia-a-dia clínico.

Todos nós estamos muito cansados com tudo isto que vem ocorrendo desde março 2020, mas AINDA TEMOS DE MANTER  as medidas preventivas, até que a situação pareça mais controlada: É A ATITUDE SOCIAL  SAUDÁVEL E DE SAÚDE PÚBLICA  A REALIZAR.


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Fernando Luiz Brunetti Montenegro

Mestre e Doutor pela FOUSP
Ministrador de Cursos Especialização em Odontogeriatria
Responsável por Odontogeriatria em 3 Sites Científicos gratuitos.
Articulista do Jornal Odonto & Saúde Integral

Currículo Lattes disponível em: http://lattes.cnpq.br/5048935993581678
E-Mail: fbrunetti@terra.com.br