A Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transaplantes (ABCDT) alerta Governo Federal sobre a necessidade de priorizar a vacinação dos profissionais nas clínicas de diálise: são 19 mil médicos, enfermeiros e auxiliares que atendem 140 mil pacientes renais crônicos, sendo 90% do SUS, que dependem do tratamento para sobreviver.

A ABCDT alerta o Governo Federal sobre a necessidade de incluir estes profissionais da saúde que atuam nas clínicas de diálise de todo o país, prestadoras de serviço no SUS, na lista de grupos prioritários no Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. No Brasil, 19 mil profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem atendem semanalmente mais de 140 mil brasileiros com Doença Renal Crônica (DRC) que dependem das sessões de diálise para sobreviver e estão altamente expostos à contaminação do novo coronavírus.

A Associação reconhece a necessidade de imunizar inicialmente os trabalhadores que atendem os pacientes contaminados com Covid-19 e os que estão envolvidos na campanha de vacinação, mas lembra que os profissionais que atuam nas clínicas de diálise também deveriam ser considerados da linha de frente, pois atendem pacientes renais crônicos contaminados ou suspeitos dentro e fora do ambiente hospitalar. A entidade defende a importância de garantir as condições de segurança desse grupo, reduzindo o risco de novas contaminações e evitando que mais pacientes ocupem leitos nos hospitais públicos e privados, que já operam próximos de sua capacidade na maior parte do país.

Censo realizado desde julho de 2020 pela ABCDT em parceria com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e apoio da Associação Brasileira de Enfermagem em Nefrologia (Soben), aponta que pelo menos 44.564 pacientes renais crônicos já foram contaminados com o coronavírus. Esse número representa aproximadamente 32% do total de renais.

Foto: Divulgação ABCDT