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O tema atual da Odontopediatria alemã:
Revisão geral dos cremes dentais
fluorados infantis

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Cibele Comerio-Kappert*

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Freiburg (Alemanha) - Uma das características da Odontologia é a sua constante evolução e o fato de que os resultados assegurados pelas pesquisas podem ser sempre questionados - o que não é novidade alguma, na verdade é esse um dos princípios da ciência. No momento, esse fenômeno ocorre na área de fluoração na Odontopediatria e os conceitos estabelecidos e aceitos até agora são hoje motivo de discussão entre os especialistas.

Desde 1o. de julho de 1999 as crianças alemãs podem escovar os dentes com cremes dentais que contêm o dobro da quantidade de fluoreto (500 ppm) em relação à quantidade utilizada desde 1987, quando uma campanha massiva da imprensa especializada conseguiu reduzir o fluoreto a 250 ppm. A firma Wybert GmbH apresentou há pouco tempo em Munique seus novos produtos. Na verdade, essa firma apenas refletiu a tendência da linha de pesquisas realizadas atualmente por vários pesquisadores de renome na área de cariologia, profilaxia e odontopediatria.

Essa direção foi influenciada pelos resultados de estudos epidemiológicos, feitos na Suécia e na Holanda, que mostram que o perigo de uma fluorose nos dentes permanentes é influenciada em primeira linha através do emprego sistêmico de flúor, não tendo significância representativa a quantidade de fluoreto presente num creme dental, desde que não haja uma administração suplementar de F. Os americanos já estão há muito convencidos disso uma vez que não diferenciam a quantidade de substância protetora de cárie presente nas pastas dentais para crianças e adultos, apenas com uma indicação de uso no caso de crianças.

Contudo, a fluoração local é e permanece a arma principal da profilaxia oral, embora nos casos de dentes ainda não erupcionados permanece o uso oral de tabletes de flúor.

Existe um aspecto novo nesse conceito de profilaxia que altera a argumentação de que uma criança até os três anos de idade deve escovar os seus 20 dentes decíduos "a seco", ou seja, a "teoria da fluoração local"( se quisermos chamar assim), só é conclusiva se for aplicada a partir da primeira dentição. Desse modo, os pais devem, a partir do sexto mês, não apenas higienizar os dentes de seus filhos como também garantir um fortalecimento do esmalte através do uso de pastas fluoradas.

Esse procedimento faz sentido apenas quando ambos os critérios são combinados, o que significa 500ppm F - a partir do primeiro dente.


* Cibele Comerio-Kappert, cirurgiã-dentista brasileira, é pesquisadora na Universidade de Freiburg (Alemanha)


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