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Edição 149 - 13/01/2010

 

Brasil inicia 2010 com o pé
no acelerador, afirmam economistas

O Brasil começa o ano de 2010 de maneira bem mais otimista do que em 2009, quando a economia mundial era fortemente afetada pela crise financeira. As perspectivas mínimas de crescimento são de 5%, segundo economistas, e os números já mostram que o país começará o ano novo com o pé no acelerador.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, prevê crescimento de 5,5% para o país em 2010. Qualquer que seja o número, ele deverá ser bem superior à expansão da economia mundial, que deverá situar-se em 3,1%, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo Mantega, há analistas que estimam uma taxa de expansão dos investimentos da ordem de 20% em 2010. A previsão é do aporte de pelo menos US$ 200 bilhões de investimentos nos próximos anos. Neste cálculo, ele considera os investimentos do programa habitacional "Minha Casa Minha Vida", do trem de grande velocidade, da Copa e das Olimpíadas, além dos aportes em logística e infraestrutura. "Investimentos é o que não faltam", disse ao site G1. 

Reflexos

Os reflexos da retomada da economia, conforme os especialistas, deverão ser sentidos positivamente nos indicadores de emprego, renda, crédito e investimentos. Entretanto, o ânimo econômico pode pressionar a inflação, o que pode gerar um aumento dos juros básicos da economia, e também deve manter o dólar em um patamar baixo, na casa de R$ 1,70 - o que prejudica as empresas que vendem para o mercado externo e estimula as importações. Desta forma, o saldo comercial brasileiro tende a cair. “Vamos ter muita dificuldade em recuperar o mercado perdido, mesmo porque a gente não acredita que a taxa de câmbio vá ficar muito diferente nos próximos meses. O câmbio continuará sendo um problema”, disse Renato da Fonseca, economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), à reportagem do G1.

A CNI prevê que o superávit da balança comercial caia de US$ 25 bilhões, em 2009, para US$ 13 bilhões, em 2010. Já o mercado financeiro estima um superávit de US$ 12 bilhões para o ano que vem. Para o Banco Central (BC), o saldo cairá para US$ 15 bilhões.

Longo prazo

Para o economista Miguel Daoud, o ponto central da discussão não é apenas o ano de 2010, mas a capacidade do país de sustentar a expansão no longo prazo. O economista diz que o PIB brasileiro pode crescer até 6% no ano que vem, mas os resultados posteriores tendem a ser afetados pelo nível de investimento ainda baixo e pelos gastos excessivos do governo. "Temos que pensar na qualidade deste crescimento. Crescer 5% em 2010 é factível, não vejo problemas [em atingir esse patamar em 2010]. Mas a questão é o que isso significa, uma vez que a base de comparação [com 2009] é muito deprimida", explicou Daoud.

Para o economista Alex Agostini, da consultoria Austin Rating, que prevê crescimento de 5,3% para o Brasil em 2010, à medida que o consumo se aquecer, a tendência é que as pressões inflacionárias voltem. Assim, o Banco Central será obrigado, já em meados do ano que vem, a aumentar a taxa básica de juros da economia, a Selic.

De acordo com o último relatório Focus de 2009, que reúne projeções do mercado financeiro para a economia, a Selic deve saltar dos atuais 8,75% para 10,75% até o fim de 2010. "O problema é a pressão inflacionária para 2011. O BC deve se antecipar a ela. Um problema dos países emergentes é esse 'stop and go' [para e continua]. Não temos condições suficientes para sustentar o crescimento no longo prazo", disse Agostini.

Para o economista da Tendências Consultoria, Bernardo Wjumiski, as pressões inflacionárias podem acontecer mais para último trimestre do próximo ano. "Porque ainda há ociosidade na indústria, baixa pressão dos preços internacionais e câmbio apreciado (dólar baixo). Mas a gente acha que, a partir de setembro do próximo ano, os juros devem subir, passando de 8,75% para 10% ao ano. Acreditamos que o calendário eleitoral não vai influenciar [o Banco Central]", disse.

Já Agostini avalia que um aspecto positivo em 2010 será a retomada dos investimentos, uma vez que a capacidade ociosa da indústria está em queda. De acordo com a CNI, 61,8% das indústrias pretendem comprar mais máquinas e equipamentos. O valor médio de investimento da indústria de transformação deverá crescer de R$ 3,5 milhões, em 2009, para R$ 4,3 milhões, em 2010. 

Emprego e renda

Com a economia aquecida, autoridades dizem que a geração de empregos será forte no ano que vem. De acordo com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o ano de 2010 deverá ser o melhor da história na geração de empregos formais. Segundo ele, pelo menos 2 milhões de empregos com carteira assinada serão criados. "O setor de serviços vai puxar, com construção civil muito forte e comércio acompanhando. Temos a Copa de 2014 e vamos ter FGTS para a infraestrutura", acrescentou. 

O governo vai aumentar o salário mínimo, atualmente em R$ 465, para R$ 510, a partir de janeiro. Isso deve ter um efeito positivo no poder de compra das famílias de baixa renda, cujos rendimentos são reajustados pelo piso.

Contas públicas

O setor público deverá registrar, em 2010, um rombo de US$ 40 bilhões nas contas externas, o maior desde 1947. Além da redução do saldo da balança comercial, pesará sobre o resultado o maior volume de remessas de lucros para o exterior. Segundo o BC, porém, a alta dos investimentos estrangeiros em 2010 deve financiar esse “rombo”.

O especialista em contas públicas, Amir Khair, diz que as receitas do setor público (governo, estados e municípios) voltarão a crescer em 2010. Segundo o economista, a carga tributária deverá crescer cerca de 1,5 ponto percentual em 2010 com a retomada da atividade econômica. “Também vão crescer as despesas. Quando cresce a arrecadação, também sobem as despesas”, disse.

Além disso, Khair estima que o superávit primário (recursos apartados para o pagamento de juros da dívida pública) deve voltar a subir em 2010, ficando próximo de 3,3% do PIB – em linha com a meta do governo para este ano.

Crédito

Segundo estimativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o crédito deve ter um crescimento maior em 2010. No próximo ano, deve avançar 19,2%, contra uma elevação de 16% neste ano. "Vai crescer o crédito para o agronegócio, para a habitação e para a compra de veículos, entre outros", disse Ademiro Vian, ecomista da entidade.

De acordo com ele, o crédito com recursos livres, ou seja sem destinação específica, deve avançar 19,8% em 2010, contra 14,1% neste ano. Já o crédito direcionado (habitação, rural e BNDES) deve crescer menos: 17,4% no próximo ano, contra 22,6% em 2009.

O economista da Febraban diz ainda que os empréstimos para as pessoas físicas devem ter elevação de 19,5% em 2010, na comparação com 16,8% em 2009, enquanto que, para as empresas, o crédito deve subir 19,9% no ano que vem, contra 13,9% em 2009. "A taxa de inadimplência deve cair de 5,6% neste ano para 4,5% em 2010. Mas acreditamos que os juros ao consumidor devem ser manter estáveis no próximo ano. Não deve ter grandes alterações", disse Ademiro Vian, lembrando que o mercado acredita em uma subida dos juros básicos definidos pelo BC. 

Fonte: G1

 

 

 

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