Ano X nº 143 -

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Vinhos

Por Armando Stelluto Jr.

 
Vinho faz bem, mas...

A bebida de Baco não é milagrosa. Cuidado!

O hábito de beber vinho alegra o espírito e lava a alma, como a música, as artes. Talvez por isso, muitos de nós, hoje, saboreamos o néctar eternizado por Dionísio com ares do saber elevado, mais do que com o prazer e a satisfação como faziam nossos nonos, que o apreciavam com simplicidade, mais nada. O conhecimento, às vezes, desperta a empáfia de alguns e isso acontece muito entre os apreciadores de vinho. Um enochato incomoda, dois são insuportáveis, e por aí vai. No entanto, o mais importante da questão é que o vinho, se bebido com prudência, com comedimento, ajuda muito na socialização, no bom relacionamento, na saúde, mas sem aquela de ficar falando, falando que é bom para isso e para aquilo, para tudo. Até porque não é mesmo! Muitos pomposos enófilos procuram desfilar seus conhecimentos sem bem saberem o que dizem, simplesmente estarão fazendo um exercício de ventriloquia, só. O vinho contém, é verdade, substâncias que promovem a boa saúde em parte, porque em outra ele pode ser danoso para o organismo humano, a começar pelos efeitos  toxicológicos do álcool. Também no vinho não há milagre. Seu consumo exagerado faz mal.

Em muitos países, principalmente os produtores, há estudos e mais estudos reveladores das coisas boas do vinho para as pessoas. Porém, esse mundo precisa ser visto com cuidado, porque nem tudo são flores. O quanto precisamos beber para obter os benefícios apregoados, quem pode e quem não pode, como consumi-lo, em que condições? Eis a questão. Esse é o ponto a que todos devem se manter atentos. Os profissionais de saúde contribuem muito alertando as pessoas para os riscos da ingestão de bebidas com álcool, como o vinho.

A polêmica em torno do assunto anda forte. Na França, um dos berços do vinho, há duras críticas de médicos especialistas contra a recomendação indiscriminada pelo consumo da bebida. Nos Estados Unidos, há correntes no mesmo sentido. Até em Portugal há resistências a essa onda de milagres de polifenóis e de resveratrol. Não, não há milagres. O dr. Ira J. Goldberg, da comissão de nutrição da American Heart Association, afirma que “não há prova científica de que beber vinho ou qualquer outra bebida alcoólica possa substituir as medidas convencionais efetivas”, apesar de reconhecer que o consumo de quantidades moderadas de vinho aumenta os níveis do colesterol bom. Para o cardiologista Brian Baldwin, “nenhum médico enfatiza o consumo de álcool para seus pacientes”. Essas informações foram distribuídas em 2001 pela Associated Press.

Ao mesmo tempo, soube-se mais recentemente que foi lançado na Espanha um “verdadeiro” elixir da juventude feito com o antioxidante resveratrol, encontrado no vinho e na casca da uva. Cientistas locais teriam desenvolvido uma tecnologia que concentra a essência de 45 quilos de uvas ou 33 garrafas de vinho tinto numa só cápsula, dessas iguais às de medicamentos em geral. Assim concentrada, a substância permitiria resultados antioxidantes aumentados em duas mil vezes. A promessa do tal elixir é rejuvenescer a pele e regenerar todos os órgãos do corpo humano, ao custo de um euro a cápsula. Francisco Tomás Barberán, diretor do Centro Superior de Investigações Científicas da Espanha, disse ao Diário de Notícias de Portugal que “esta substância é capaz de estimular a ação de umas proteínas que estão intimamente relacionadas com a sobrevivência celular”. Foram feitos testes em ratos, mas não comprovados em humanos, o que acontecerá agora com a venda do produto sob a denominação Revidox, da farmacêutica Actafarma, detentora da fórmula e responsável pela comercialização em caixas de 30 cápsulas cada. Segundo a empresa, para que os efeitos benéficos apareçam, será preciso tomar uma cápsula por dia durante toda a vida.

Outros cientistas, mesmo da Espanha, de Portugal e dos Estados Unidos torceram o nariz para a iniciativa e já pediram uma investigação científica sobre o produto.

Como dissemos, o vinho faz bem, mas não tem milagres, não. Don Milagro?
Com Academia do Vinho


No Egito, vinho medicinal com cinco mil anos

Os egípcios antigos, talvez os primeiros vinicultores da humanidade, usavam o vinho para fins medicinais, como comprovam alguns estudos recentes. Um grupo de pesquisadores norte-americanos descobriu essas evidências com análises químicas em jarros enterrados junto com o corpo do rei Escorpião I por volta de 3150 a.C., onde havia restos de um vinho contendo vegetais da época, como pinheiro, bálsamo, menta e alecrim, além de outras ervas curativas do antigo Egito. As investigações foram feitas pelo Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, coordenadas por Patrick McGovern.

Segundo a História Antiga, os egípcios produziam vinho e desenvolviam a sua utilização com objetivos medicinais. Há confirmações de que o processo era tão sofisticado que jarras da época do faraó Amenófis III, em 1350 a.C., exibem inscrições com data de fabricação, local da colheita das uvas, nome do produtor e indicações de qualidade. Ainda baseados nesses indícios, pesquisadores afirmam que parte dos vinhos era preparada com ervas, para combater os sintomas os mais diversos. Por exemplo, para dor de estômago, misturavam vinho com coentro e outros elementos ainda desconhecidos.
Com G1


Efeitos da radioterapia podem ser reduzidos com vinho

Os efeitos colaterais da radioterapia para pacientes com câncer de mama podem ser reduzidos com o consumo de vinho, conforme um estudo realizado por pesquisadores na Itália. Os polifenóis presentes no vinho têm a propriedade de contribuir para um benefício importante de proteção dos tecidos saudáveis castigados pela radiação, combatendo também as células cancerígenas.

A notícia divulgada pelo Portal Terra informa que 348 mulheres em tratamento participaram da pesquisa realizada entre 2003 e 2007 na unidade de radioterapia e tratamento paliativo da Universidade Católica de Campobasso, Centro-Sul da Itália. O estudo indicou que o consumo diário moderado de vinho proporcionava uma redução de 75% nas lesões de pele, comparadas com as que se abstiveram da bebida. O trabalho não é definitivo, observou Alessio Morganti, diretor da unidade, e certamente partirá agora para uma experiência formal aleatória, como disse.

O site do International Journal of Radiation Oncology Biology Physics (www.redjournal.org) publicará o estudo na íntegra.
Com Portal Terra


Nariz eletrônico para vinhos

Os vinhos vintage ganharam um apoio tecnológico importante, que permitirá a enólogos e vinicultores em geral pesquisar o odor e o gosto no momento em que seus produtos ficam prontos. O nariz eletrônico desenvolvido por pesquisadores franceses permitirá identificar o vinho e classificá-lo pelo barril em que foi fermentado. O “nariz” analisará os compostos dos vapores do vinho, conferindo-lhe assinaturas químicas, para depois formarem um arquivo que identificará a fonte dos vinhos. Assim, com essa nova tecnologia, serão apuradas informações detalhadas, como a variedade da uva com que o vinho foi feito, a região da vinha e a origem da madeira do barril. Em função da segurança que o aparelho proporcionará em termos de informações para o produtor, o pesquisador Regis Gougeon, da Universidade da Borgonha, crê numa revolução no mercado de vinhos. Voilà!

Com revistatenis.uol


Itália, a líder mundial em vinhos

Não há país no mundo que produza e consuma tanto vinho quanto a Itália. Seus produtores somam 1,2 milhões e o consumo chega a 104 litros por pessoa/ano. De todo o vinho importado pelos Estados Unidos, 60% é de marcas italianas. França e Alemanha também importam vinhos da “bota”.

Os gregos diziam na antiguidade que a Itália era o país Enotria, expressão grega que significa terra do vinho. Uma pesquisa publicada pela Academia do Vinho revela que o consumo no planeta está sempre de olho nas variedades italianas tradicionais, como Pinot Grigio, Sangiovese e Barbera. É verdade também que os grandes vinhos italianos não são tão numerosos quanto os franceses, mas sua elevada qualidade é indiscutível. E por falar em franceses, na Itália e na França há leis específicas para regular a produção e o mercado de vinho. As legislações mais modernas são de 1963, com algumas particularidades. São leis que regulamentam a produção, as uvas restritas a alguns vinhos, os cuidados específicos com áreas para plantação, práticas de viticultura e índices alcoólicos para cada tipo de vinho. Nessa legislação se encontram as DOCs, que são as Denominações de Origem Controladas – macro-regiões definidas para culturas de uva utilizadas em categorias diferentes da bebida. Assim, produzem-se vinhos na Itália inteira, no norte frio, no sul quente, nas regiões costeiras ou continentais. Portanto, a Itália é a cara do vinho, ou vice-versa, como preferir. Salute!
Com Academia do Vinho


Quer beber vinho de graça?

A Universidade de Barcelona e a Universidade de Valência se preparam para longas filas de bebedores de vinho à sua porta. As duas instituições espanholas estão recrutando grupos de pessoas interessadas em participar de uma pesquisa para conhecer os efeitos da bebida no sistema cardiovascular. Serão 125 voluntários nesta etapa do trabalho que começou em 2007. De três em três meses, acontecem as rodadas de pesquisa com vinho, muito vinho. E de graça! Os participantes do trabalho na categoria de pesquisados ingerem no primeiro mês duas taças de vinho por dia; no segundo mês, duas taças de vinho sem álcool; e no terceiro, também duas taças, mas de gim. Durante os três meses, os voluntários devem comparecer ao hospital quatro vezes. O Hospital Clinic, da Universidade de Barcelona, e a Universidade de Valência informaram que o objetivo do estudo é verificar quais substâncias e em que nível elas contribuem para gerar uma proteção contra as cardiopatias.

Agora, o melhor para os voluntários: ao final da pesquisa, cada um receberá em troca 14 garrafas de vinho de presente. Uau!
Com UOL/Adega

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Veja também

VINHOS EM OUTRAS EDIÇÕES

Edição 142 - Um brinde à nossa saúde

Edição 145 - Vinho – Saúde! Uma história de dois milhões de anos

 


 

Ed143_ 24/07/2009


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