Ano X nº 146 -

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100 Maiores Músicas Brasileiras

A canção é o termômetro de uma nação. Nós nos sentimos bem? Estamos mal? Precisamos lutar? Então, ouça nossas canções e nos conheça. Através dos tempos, a canção popular vem redesenhando a cara do Brasil, refletindo nossas incertezas e anseios, esperando que os tempos turbulentos fossem embora e que a celebração finalmente fincasse bandeira. Para acompanhar essa evolução, a revista Rolling Stone escolheu as 100 canções que atestam a perenidade da nossa música. É um justo tributo a seus criadores e também a seus intérpretes. Abaixo, você confere as cinco primeiras posições da lista e um pouco do contexto em que foi feita.

Construção (Chico Buarque) – Chico Buarque

O Brasil do começo dos anos 70 era uma terra de paradoxos. O governo do General Emilio Garrastazu Médici tinha em seu bojo o chamado "milagre brasileiro", que prometia crescimento econômico recorde e baixa inflação. O País era campeão mundial de futebol e o slogan "ame-o ou deixe-o" era colado nos vidros dos carros. O que poderia estar errado? O preço para essa suposta estabilidade e ufanismo era alto. A censura tolhia a liberdade artística e a atmosfera repressora levava cidadãos insuspeitos para a cadeia. Depois de um breve período exilado na Itália, Chico Buarque retornou ao Brasil mostrando que não compactuava com a situação. Estava pronto para o confronto e explicitou isso em 1971, no LP Construção.

Águas de Março (Tom Jobim) – Elis Regina e Tom Jobim

“É pau, é pedra, é o fim do caminho"... O começo de "Águas de Março" já está impresso no fundo do subconsciente do povo brasileiro. Pouca gente sabe, mas a canção foi lançada primeiramente por Jobim, no compacto Disco de Bolso, o Tom de Jobim e o Tal de João Bosco, encartado no jornal O Pasquim. Depois ela foi incluída em seu disco Matita Perê, lançado em 1972. No mesmo ano, Elis Regina a gravou no álbum Elis. Mas a versão que muitos consideram definitiva foi registrada por Elis e Tom no disco de mesmo nome, lançado em 1974, com arranjos de Cesar Camargo Mariano.

Carinhoso (Pixinguinha/João de Barro) – Pixinguinha

A mais famosa melodia da música popular brasileira continua eterna, apesar dos pesares: mesmo tendo sido escrita há mais de 90 anos, mesmo distorcida por centenas de releituras e regravações (algumas honradas, outras nem tanto), mesmo desmitificada ao embalar as mais diversas campanhas publicitárias, de cafezinho a sobremesa para crianças. Alfredo da Rocha Vianna Jr. ainda não era o Pixinguinha quando começou a ser chamado de prodígio, encantando com sua musicalidade incomum e facilidade para instrumentos e improvisos.

Asa Branca (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) – Luiz Gonzaga

O repentista oliveira de panelas certa vez escreveu: "Foi voando nas asas da Asa Branca/Que Gonzaga escreveu sua história". A canção "Asa Branca" desperta inúmeras reações. A composição tem mais de 50 anos de existência, mas por causa de sua atualidade até hoje se encontra presente no imaginário do povo brasileiro. Para compor a bonita toada, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira tiveram por base versos que circulavam na Serra da Borborema, Pernambuco.

Mas que nada (Jorge Ben) – Jorge Ben

Seu time perdeu mais uma no brasileirão? O dinheiro do mês acabou e hoje é dia 12? Mas que nada! Você precisa de um samba legal pra ficar animado. Não pode ser qualquer samba, tem que ser especial. Mas tem um samba diferente, misto de maracatu. Foi lançado em 1963 e ainda soa fresquinho. O nome dele é "Mas Que Nada". Talvez você conheça a gravação do Sergio Mendes com os Black Eyed Peas de 2006, que não é tão boa quanto a feita pelo próprio Sergio Mendes 40 anos antes. Melhor esquecer as versões e ir para o original. "Mas Que Nada" foi o primeiro hit do cara que se tornou uma verdadeira escola dentro da nossa música popular, Jorge Ben (mais tarde, Jorge Ben Jor).

Fonte: Rolling Stone Brasil




Edição 146 - 16/10/2009

 

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