Ano X nº 146 -

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Yang Shaobin no Brasil

Um dos primeiros artistas chineses a conquistar o Ocidente, Yang Shaobin traz ao Brasil exposição concebida especialmente para o MASP com 50 obras produzidas de 1996 até os dias de hoje, algumas delas nunca exibidas. Destaque em 1999 na Bienal de Veneza, o artista mostra a sua percepção sobre a violência política e social em telas como as dedicadas a Fidel Castro, Saddam Hussein e as vítimas da intolerância.

A mensagem direta e inquieta que o chinês Yang Shaobin que causou polêmica e excitação na última década na Europa e na América do Norte, está no Brasil desde o mês de agosto. Especialmente concebida pelo artista, pela curadora Tereza de Arruda e por seu galerista Alexander Ochs para o MASP. Primeiros Passos, Últimas Palavras marca a estréia de Shaobin na América Latina e revela 50 pinturas sobre tela e desenhos sobre papel produzidos entre 1996 e 2009, algumas delas inéditas. A mostra fica em cartaz até dia 18 de outubro, no 1º andar do museu.

Em imagens de rostos deformados, corpos pintados em vermelho-sangue, policiais fardados e chefes de estados, a exposição traz a abordagem estética e conceitual do artista sobre a violência contemporânea. Um dos trabalhos centrais de as última exposição em Berlim e que faz parte da mostra que está no Brasil está “Rosto Forte (Martin Kippenberger)”, de 2009, é o registro de uma agressão que Kippenberger sofreu por parte de um grupo de punks de Berlim, em 1979, e faz parte da série Vermelha, marcante no trabalho de Shaobin. A inquietação política do artista pode ser constatada ainda em obras como “Quem”, de 2006, na qual remete facetas conhecidas do ex-ditador do Iraque Saddam Hussein, além de trabalhos dedicados a Fidel Castro, composto por imagens divulgadas pela imprensa em suas últimas aparições públicas, num paralelo entre a fragilidade dos corpos e o fracasso dos regimes. Destaca-se também uma série dedicada aos trabalhadores das minas de carvão da China, cuja rotina passa a 800 metros abaixo da superfície. 

Num conjunto que apresenta uma visão globalizada da violência, Shaobin refoça a necessidade de progresso constante entre Ocidente e Oriente. “Na arte, a colaboração entre as culturas é tão importante quanto em relações comerciais. É uma cadeia de dependência mútua em eu cada link está contido no outro”, afirmou o artista.


Edição 146 - 16/10/2009

 

 

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