Ano X nº 147 -

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O segredo de Dan Brown: manter o formato

Autor de O Código Da Vinci fala agora da Maçonaria no novo O Símbolo Perdido

“O segredo é saber como morrer”. Com essa afirmação, Dan Brown começa seu novo romance, O Símbolo Perdido, nas livrarias desde o dia 21, e assim segura o leitor pelas próximas 489 páginas descrevendo ritos e supostos códigos secretos da Maçonaria. A fórmula é a mesma, reciclada de seus romances Anjos e Demônios (2000) e O Código da Vinci (2003), que têm como protagonista o simbologista e professor de Harvard Robert Langdon e, juntos, já venderam 120 milhões de exemplares. Ritmo cinematográfico, sociedades secretas, mistérios em pontos turísticos, vilão estereotipado e uma musa inteligentíssima costuram a trama, novamente protagonizada por Langdon.

Temas tão diversos e complicados como ciência noética (que estuda a mistura de ciência com o poder da mente), teoria das supercordas (sobre o universo) e grandes obras de arte são descritos no livro com a mesma facilidade com que o autor fala de assassinatos, religião e conspirações internacionais. Novamente, o autor explora o interesse do leitor pela mistura de ficção com fatos históricos (reais) e explicações sobre obras de arte e pontos turísticos que quase ninguém percebe.

A previsão era de que o livro fosse lançado nacionalmente só no fim do mês, mas a demanda foi tão grande que a editora Sextante antecipou a distribuição. Com previsão de tiragem de 400 mil cópias (a mesma de Harry Potter e as Relíquias da Morte), o número foi dobrado para 800 mil com a justificativa de que a obra não poderia faltar nas estantes durante o Natal - e também como uma estratégia de marketing, afinal, se falta livro, ele não figura na lista dos mais vendidos. Lançado em 14 de setembro nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, com tiragem inicial de cinco milhões de cópias, O Símbolo Perdido teve, somente no primeiro dia de vendas, 1 milhão de exemplares vendidos.

“Segredos” da Maçonaria

Os segredos, supostamente revelados por Brown sobre a Maçonaria, não são tão secretos assim, mas certamente são capazes de impressionar quem não conhece a irmandade. Exemplo é a Câmara de Reflexões Maçônica, assustadoramente descrita contendo objetos como uma caveira e ossos cruzados, foice, enxofre, sal e velas. Na realidade, não se trata de um altar da morte e sim um espaço para refletir sobre a finitude da vida. Na obra, Langdon minimiza o choque dizendo que os católicos rezam diante de um instrumento de tortura e com a imagem de um homem morto: ou seja, Jesus na cruz.

Diferente dos outros romances, em que Brown exagera ao falar da Opus Dei ou dos Illuminati, neste, ele pega leve com a Maçonaria, chegando até ser favorável à irmandade. O poder de fogo para criar polêmicas, um dos grandes trunfos de marketing de suas histórias, não deverá ser o mesmo de antes. Até porque os maçons não têm a política de reagir às críticas.

História

O livro se passa alguns anos depois de Robert Langdon sobreviver à explosão no Vaticano (Anjos e Demônios) e à caçada humana em Paris (Código Da Vinci). Neste livro, ele vai até a capital dos Estados Unidos para se encontrar com um amigo maçom e descobre que ele foi sequestrado. O vilão acredita que, em Washington, está escondida uma pirâmide capaz de dar poderes sobre-humanos para quem a descobrir. Langdon, claro, é o único capaz de decifrar o mistério. Imagens do verso das notas de US$1, mapas da cidade e obras de arte dos museus Smithsonian e do Congresso são usadas para desvendar a trama.

Langdon conta com a ajuda de Katherine Solomon, irmã de Peter, o maçom sequestrado. A moça é a maior especialista em ciência noética do mundo e, com suas pesquisas, descobriu uma coisa capaz de mudar a história da humanidade. O vilão, claro, quer impedir isso. O maldoso Mal’akh faz um tipo bizarro. É alto, forte, careca e tem o corpo completamente repleto de tatuagens.

Na internet, já começam a pipocar sites desvendando as teorias conspiratórias contidas no livro. Ao digitar no Google termos como “Moisés Chifrudo” ou “Apoteose de Washington”, os primeiros resultados da busca apontam para pessoas falando do livro.

Um dos trunfos de Brown neste romance é focar sua atenção na capital dos Estados Unidos, Washington, e se esforçar para transformar os fundadores do país em deuses, como é o caso do próprio George Washington e a estátua (real) dele transfigurado em Zeus liderando os Estados Unidos pelo mundo. O resultado é uma mistura tão absurda quanto capaz de vender milhares de livros.

 

Fonte: Jornal da Tarde


 

Edição147_ 26/11/2009


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