Ano X nº 146  -

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Relação entre doença periodontal e risco de infarto e derrame ganha novas evidências

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) descobriram novas evidências de que inflamações na boca podem levar a doenças cardiovasculares, como infarto e derrame. O novo estudo mostrou que pacientes com a doença nas gengivas têm níveis até quatro vezes mais altos de triglicérides no sangue. Além disso, têm níveis mais baixos de HDL, o “bom colesterol”.

O professor Antônio Martins Figueiredo Neto, do Instituto de Física da USP, um dos autores dos estudos, explicou em entrevista ao UOL que a doença periodontal leva o sistema imunológico a lutar contra as bactérias, mas o organismo acaba atacando o que não deve também. O processo gera o que os cientistas chamam de LDL (ou “mau colesterol”) modificado, o verdadeiro vilão da saúde cardiovascular.

Se o LDL estiver íntegro, afirmou o pesquisador, ele é metabolizado no fígado e levado pelo HDL para ser excretado. Ou seja, a pessoa não precisa de remédios para baixar o colesterol. “Mas o LDL modificado não participa do metabolismo e fica depositado na parede das artérias”, disse. O resultado é a aterosclerose.

O estudo contou com uma nova técnica, chamada de Varredura-Z, para a dosagem da quantidade de LDL modificado no plasma. Os resultados revelaram que pacientes com periodontite são portadores de um maior número de LDL modificadas quando comparados com os pacientes controle.

A análise foi feita em 40 pacientes com periodontite crônica, monitorados ao longo de um ano. Após tratarem a doença, a concentração de LDL modificada caiu significativamente, mostrando que a saúde bucal tem uma importância maior para a saúde do que simplesmente conservar o sorriso.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, apenas dois em cada dez adultos possuem gengivas sadias. Entre os idosos, a taxa é de apenas 10%.  

Fonte: UOL Ciência

 

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Ed.146-07/10/2009


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