Ano X nº 146  -

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FORP realiza estudo sobre a importância da higienização de escovas de dente

A equipe da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP), da Universidade de São Paulo (USP), liderada pelo professor Paulo Nelson Filho, pesquisador da linha de Prevenção em Odontologia – Estudos microbiológicos, clínicos e por microscopia eletrônica de varredura, da pós-graduação da Faculdade, realizou estudo sobre a importância da higienização correta da escova após o uso, a fim de evitar a multiplicação das bactérias naturalmente presentes na boca, que durante a escovação, alojam-se nas cerdas. Desde 1999, o grupo de estudo se dedica, principalmente, em análises e estudos relacionados à contaminação e desinfecção de itens como escovas de dente, chupetas e aparelhos ortodônticos.

Na boca, se encontram cerca de 900 espécies de bactérias, capazes de viver até 24 horas entre as cerdas das escovas dentais, onde se multiplicam e tornam a entrar em contato com a boca na próxima escovação, colaborando para uma maior probabilidade de ocorrência de doenças como a cárie dental, alterações gengivais e lesões da mucosa bucal. Atualmente, o mercado odontológico está voltado para o desenvolvimento de materiais e técnicas inovadoras, esquecendo-se da importância de cuidados básicos, como o armazenamento, troca e desinfecção das escovas.

O levantamento da FORP, publicado recentemente na revista da Associação Brasileira de Odontologia, aponta que apesar desses cuidados com a escova ajudarem a prevenir males causados por bactérias, a população não cultiva o hábito de higienizar itens que entram em contato com a boca.

Pesquisas - A análise de agentes antimicrobianos, que determinam quais deles são mais eficazes na eliminação de bactérias. Este é um dos principais estudos em prevenção realizados na FORP, por meio do qual são testados os componentes de produtos para esse fim já disponíveis no mercado. A clorexidina, em concentração de 0,12%, se mostrou o mais eficaz dos princípios ativos.

Higienização – Para realizar a higienização, recomenda-se a utililização de agentes antimicrobianos disponíveis no mercado (como enxaguantes bucais), acondicionados em frascos de plástico ou vidro, em forma de spray. O produto deve ser borrifado nas cerdas e na cabeça da escova uma vez ao dia, após a escovação noturna, ou ainda o próprio creme dental.

Outras recomendações também devem ser destacadas, como o uso de água corrente antes da próxima escovação, para retirar as bactérias mortas; bater o cabo da escova na pia, para eliminar o excesso de água, depois do uso; nunca secá-la em toalha de banho ou rosto e trocar a escova a cada três meses, em média.

Armazenamento - Em relação ao armazenamento, a escova não deve ficar sobre a pia,, pois o banheiro é o local mais contaminado de uma casa.  Pesquisas comprovam a presença de coliformes fecais alojados em escovas, em função das descargas e da proximidade com o vaso sanitário. Portanto, o melhor é guardar a escova desinfetada no armário do banheiro.

Prevenção - Mais do que tratar os sintomas das doenças bucais, como a cárie dental, por exemplo, é necessário curar a doença em si. Assim, antes de fazer restaurações é preciso tornar a boca saudável, de uma maneira durável, controlando os agentes causadores de cárie. O grupo da FORP analisa quais são os materiais e técnicas mais eficientes a serem adotados no tratamento.

O próximo passo nas pesquisas do grupo é a análise de escovas, recém-lançadas no mercado, que apresentam ação antimicrobiana para reduzir o acúmulo de bactérias nas cerdas.

 

Ed.146-16/10/2009

 

 

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