Ano X nº 147  -

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Caminhada reduz pressão arterial

A pressão diminui na primeira hora e se mantém nas 24 horas subseqüentes. O diferencial do estudo está que a comprovação se fez na pista e não em esteiras e bicicletas ergométricas.

Uma boa notícia para os 29 milhões de hipertensos no Brasil. Pesquisa na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP comprovou que a caminhada reduz a pressão arterial na primeira hora e essa queda se mantém nas 24 horas subsequentes. Segundo dados das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, são 27 milhões de hipertensos com mais de 18 anos e 2 milhões de crianças e adolescentes que enfrentam o problema.

Após uma única sessão desse exercício aeróbico, na média, a pressão arterial sistólica caiu 14 milímetros de mercúrio (mm Hg) e a pressão arterial diastólica caiu 4 milímetros, ou seja, de 13 por 9, por exemplo, passou para 11 por 8. Vinte e quatro horas depois essa pressão continuou reduzida em 3 milímetros na pressão sistólica e 2 milímetros na diastólica.

Os resultados desse estudo Resposta ao exercício aeróbico agudo em idosos independentes vivendo em uma área urbana do Brasil, mestrado da fisioterapeuta Leandra Gonçalves Lima, deram o primeiro lugar no prêmio Pemberton, Coca-Cola, para a sua autora. O trabalho de Ribeirão Preto concorreu com outros 139 de 63 diferentes universidades e centros de pesquisa de todo o Brasil.

A pesquisa teve início em fevereiro de 2007 e terminou em julho de 2009. Foi avaliada uma amostra da população cadastrada nos Núcleos da Saúde da Família de Ribeirão Preto, que estão na área do Centro de Saúde Escola da FMRP, com idade entre 60 e 75 anos. Inicialmente foram selecionados 10% dos idosos como amostragem representativa, cerca de 100, mas somente 23 incluídos na pesquisa. Os participantes realizaram uma sessão aguda de 40 minutos de caminhada, seguida de uma sessão de repouso também de 40 minutos. Os resultados apontaram que a redução é mais expressiva naqueles com pressão arterial elevada e menor naqueles com pressão arterial normal.

O diferencial desse estudo é o fato de ter sido analisado o impacto do exercício aeróbico em pista, na modalidade caminhada, enquanto até agora todos os trabalhos descritos na literatura terem sido realizados em esteira e bicicleta ergométrica.

Medicamentos

Segundo Leandra, o uso crônico do exercício pode levar à diminuição gradativa e até ao não uso de medicamentos para os hipertensos leves e, ainda, como método coadjuvante no tratamento com medicamentos nos casos mais graves. “Os efeitos desse estudo sobre a população geram um resultado imediato e positivo no paciente com pressão alta e promove uma enorme conscientização quantos aos benefícios do exercício naqueles que não apresentam níveis elevados de pressão. Com isto, o gasto financeiro com medicações tende a diminuir e a qualidade de vida melhorar”.

Para a orientadora da pesquisa, professora colaboradora da FMRP, Nereida Kilza da Costa Lima, é interessante essa comprovação, pois foi testado um tipo de exercício viável a qualquer pessoa, pois boa parte dos idosos brasileiros não tem acesso a academias de ginástica onde são comuns as esteiras e bicicletas ergométricas. O trabalho foi desenvolvido no programa de pós-graduação em Clínica Médica. Teve a colaboração de Iara Anunciato, Fernanda Jatte, Eduardo Ferriolli e Julio César Morriguti.

 

Fonte: USP

 

 

Ed.146-29/10/2009

 

 

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