Ano X nº 147  -

Últimas Notícias

Artigos/Crônicas

Bastidores

Cash

Corpo&Cuca

Editorial

Empresas

Lazer&Cia

Mural/Cartas

Na Rede

Pesquisa&Tecnologia

Profissão

Saúde

Saúde Bucal

3º Setor

Utilidade Pública

SERVIÇOS

Anuncie

Expediente

Fale com o JSO

Arquivo JSO

Legislação

Estatística

LINKS ÚTEIS

Agenda grátis

Clima/Tempo

Concursos

Cotações/Moedas

Horóscopo

Portal da Câmara

Portal do Consumidor

Viagens


Obesos correm mais risco de
ter tumor agressivo de próstata

Homens obesos têm mais risco de apresentar tumores agressivos de próstata e o dobro de chances de sofrer reincidência desse tipo de câncer, revela um estudo apresentado pelo urologista americano Stephen Freedland no Congresso Brasileiro de Urologia.

Segundo Freedland, os obesos apresentam pelo menos quatro fatores de risco que levam a uma maior agressividade do tumor: diluição do nível de PSA (antígeno prostático específico, da sigla em inglês) – conforme o IMC (índice de massa corpórea) aumenta, diminui o PSA –, aumento do hormônio feminino (estrógeno), crescimento da próstata associado à dificuldade de fazer a biópsia e aumento na produção de uma substância relacionada à insulina (IGF-1).

O médico defendeu a necessidade de se criar um índice de PSA ajustável ao IMC. "O obeso tem um volume de sangue maior e produz a mesma quantidade de PSA de uma pessoa normal. Então, o PSA fica diluído, com valor baixo, o que mascara o diagnóstico de câncer. Por isso, perdemos muitos casos iniciais", disse à Folha de São Paulo Freedland, professor e pesquisador do Centro de Próstata da Duke University (EUA).

O urologista Marcos Tobias, professor da Faculdade de Medicina do ABC e chefe do serviço de urologia do IBCC (Instituto Brasileiro de Controle do Câncer), afirmou que, para compensar essa diluição, o PSA de obesos deve ser 30% inferior ao de homens com peso normal. Hoje, todos os homens com PSA superior a 2,5 nanogramas por mililitro têm indicação para fazer biópsia.

Tobias explicou que as hipóteses que atribuem o surgimento do tumor em obesos a razões hormonais ainda são controversas. "Há uma série de teorias envolvendo hormônios. Algumas dizem que a gordura transforma a testosterona (hormônio masculino) em estrógeno (feminino), o que, em tese, protegeria os homens de tumores pouco agressivos. Ao mesmo tempo, aumenta os de mais agressividade, que não dependem de hormônios", disse ao jornal.

Para Freedland, essa relação entre obesidade e câncer de próstata deve ser um incentivo a mais para que os homens percam peso, pratiquem exercícios físicos e adotem uma dieta alimentar mais saudável. O exame de PSA é recomendado para homens com mais de 40 anos que tenham histórico familiar e para todos com mais de 45 anos de idade.

Fonte: Folha de São Paulo

 

 

Ed.147-10/11/2009

 

 

Veja mais notícias de PESQUISA&TECNOLOGIA

 


Copyright © 1999 Edita Comunicação.Todos os direitos reservados. Este material não pode ser publicado,
transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização por escrito