Ano X nº 146 -

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Papel radiográfico tem mais chumbo
do que o permitido por lei

Pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP detectaram pela primeira vez chumbo nos papéis que recobrem as películas radiográficas usados por cirurgiões-dentistas em radiografias da boca. O papel, um dos componentes de uma placa introduzida na boca, costuma ser descartado em lixo comum, sem cuidados de proteção, oferecendo riscos a quem o manuseia e ao meio ambiente. A concentração de chumbo no papel é de 991 partes por milhão, dez vezes maior do que a permitida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para materiais descartados no lixo comum. O chumbo altera o sistema nervoso, danifica os rins, causa anemia, diminui a fertilidade e atravessa a placenta e também aumenta a agressividade.

A pesquisa mostrou que o metal solta-se com grande facilidade do papel. Portanto, ao contrário do que recomendam os fabricantes, ele não deveria ser reciclado ou descartado sem cuidados especiais.

A placa usada na radiografia é recoberta por um plástico que protege o paciente de ser contaminado. Os cientistas descobriram que quando o raio atravessa a placa, acaba fazendo com que o metal contamine o papel. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) obriga que a camada de chumbo e de prata seja descartada corretamente, mas permite que o papel seja lançado em lixo comum. Segundo o estudo, não há estimativas da quantidade de papel utilizada pelos 228.579 dentistas cadastrados na Confederação Brasileira de Odontologia.

Descarte - Atualmente, pesquisadores do Laboratório de Gerenciamento de Resíduos Odontológicos (Lagro), onde foi desenvolvida a pesquisa, desenvolvem um método para descontaminar o papel. O papel da placa deve ser encaminhado para laboratórios especializados em recuperar chumbo.  Quem mora na região de Ribeirão Preto pode encaminhar os resíduos para o Lagro, localizado na Avenida do Café, sem número, na FORP.

Cuidados - Recomenda-se que profissionais que manuseiam a placa radiográfica usem luvas de látex e máscaras específicas para proteger do chumbo.

O estudo teve a participação dos professores Jesus Djalma Pécora, coordenador do Lagro, de Márcia da Veiga, do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, e de Reginaldo S. Silva, da FORP. A pesquisa foi publicada no Journal of Hazardous Materials e está disponível para consulta no site da ScienceDirect.

Mais informações: (16) 8154-6189, (16) 3602-4145, defcg@usp.br

 

Ed. 146 - 04/10/09

 

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