Cadastre seu e-mail

 
Ano X nº 149 -

Agenda grátis

Clima/Tempo

Concursos

Cotações/Moedas

Horóscopo

Portal da Câmara

Portal do Consumidor

Viagens

PROFISSÃO
Edição 149 - 25/01/2010

 

FOP alerta para riscos de contaminação na manipulação de cadáveres

Depois de avaliar 50 cadáveres, para detectar a presença do vírus HIV, na cidade fluminense de Volta Redonda, o odontolegista Marcus Vinícius Ribeiro de Carvalho, alerta sobre a necessidade de medidas urgentes de biossegurança durante a manipulação de cadáveres nos institutos médicos legais brasileiros. Em 2,4% das amostras, constatou-se a presença do agente etiológico, mesmo passadas 24 horas da morte do indivíduo.

Segundo o pesquisador, “não é uma porcentagem alta do ponto de vista estatístico, mas aponta para o risco que os profissionais correm sem o uso de equipamentos de segurança no processo de necropsia. Aliás, este foi apenas um dos agentes etiológicos investigados, mas poderia listar uma série de doenças que oferecem mais riscos por serem mais resistentes, entre as quais a hepatite C e a tuberculose.”

O professor apresentou dissertação de mestrado sobre o assunto na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) e foi orientado pela professora Darcy de Oliveira Tosello. O estudo realizado por Carvalho reafirmou dados da literatura mundial que indicam a pesquisa necroscópica como fator de risco de transmissão para a equipe envolvida na execução do ato investigatório. Alguns autores conseguiram detectar HIV e hepatite C até 30 horas depois da morte do indivíduo. Ele considera ainda que essas doenças podem se desenvolver de quatro a cinco semanas na pessoa infectada.

De acordo com o odontolegista, o ideal seria que as salas de manipulação de cadáveres fossem equipadas à semelhança de um centro cirúrgico. Isto porque, na prática diária, os profissionais recorrem a determinados procedimentos que necessitam de cuidados especiais. “Se a sala fosse equipada com raio X, este processo seria muito mais rápido e simples e não teria a necessidade de vários contatos manuais com o indivíduo”, esclarece. Em quatro corpos descritos na literatura tratava-se de usuários de drogas em que havia fragmentos de seringa no pescoço e, portanto, situação passível de ferimentos. Ou seja, este aspecto só confirma a necessidade de equipamentos de proteção.

As amostras de cadáveres, cujas análises foram feitas no IML de Volta Redonda, foram escolhidas aleatoriamente e, na maioria dos casos, tratava-se de vítimas de acidente de trânsito ou de projétil de armas de fogo. Segundo Carvalho, muitas vezes o histórico médico das pessoas é relegado a segundo plano ou não se sabe os detalhes. A maioria da amostra foi composta por homens na faixa etária de 21 a 50 anos.

 

 

 

VEJA MAIS NOTÍCIAS DE PROFISSÃO

 

3º Setor | Anuncie | Arquivo JSO | Bastidores | Estatística | Expediente | Legislação | Fale com o JSO | Mural/Cartas | Utilidade Pública

Copyright @ 1999 Edita Comunicação Integrada. Todos os direitos reservados.
Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização por escrito.
Melhor visualização 1024x768pixels