Ano X nº 144 -

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Brasil: 9 mil novos casos de câncer bucal.

O cigarro é o principal culpado. Combata-o!

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), mais de 200 mil brasileiros morrem todo ano vítimas de doenças relacionadas ao tabagismo. Grande parte das mortes é causada pelo câncer bucal, que, ano passado, teve cerca de 9 mil casos registrados, e o cirurgião-dentista pode ser um grande aliado na detecção precoce da doença, evitando mais mortes e melhorando a qualidade de vida do paciente.

Como vários outros agentes externos de destruição da saúde, o cigarro começa a prejudicar o organismo a partir da boca, podendo ocasionar de manchas nos dentes a câncer. O tratamento das lesões iniciais do câncer bucal, por cirurgia ou radioterapia, tem bons resultados, com cura em 80% dos casos. Nos casos avançados, quando a cirurgia não é possível, a quimioterapia é associada à radioterapia, porém os resultados não são muito satisfatórios. “Por isso é muito importante o diagnóstico precoce da doença. O cirurgião-dentista tem papel fundamental nisso, pois pode detectar as primeiras possíveis lesões do tumor – feridas que não cicatrizam em uma semana, ulcerações indolores, que podem sangrar, e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal”, alerta o presidente nacional da ABO, Norberto Lubiana.

Da boca para dentro

Mas os prejuízos do cigarro à saúde vão além da boca, e a ABO alerta para os riscos do tabaco à saúde integral do organismo. Segundo diversos estudos divulgados pelo Inca, o tabagismo é responsável por:

  • 25% das mortes causadas por doença coronariana e infarto do miocárdio

  • 45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos

  • 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos

  • 85% das mortes causadas por bronquite e enfisema

  • 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os restantes, 1/3 é de fumantes passivos)

  • 30% das mortes por câncer de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo

  • 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral)

O tabagismo, em todas as suas formas, ainda aumenta o risco de mortes prematuras e causa limitações por doença coronariana, hipertensão, acidente vascular encefálico, bronquite e enfisema.

 

Para problemas integrais, soluções integrais

Também em uma atuação integral, mas de efeitos positivos, a ABO combate o cigarro em diversos flancos. Antecipando-se às legislações estaduais que baniram o uso de cigarro e derivados de tabaco em ambientes de uso coletivo – públicos ou privados –, a entidade decretou, em 2007, todos os seus ambientes (congressos, clínicas, salas de aula etc.), em todo o Brasil, 100% livres de fumaça de cigarro. A medida foi tomada em consonância com a Federação Dentária Internacional (FDI), que, em resolução oficial, enfatiza que “não há nenhum nível seguro de exposição ao ar contaminado por fumaça de tabaco”, chamando a atenção para a necessidade de se “promulgar leis sem exceções para proteger as pessoas dos perigos da fumaça do cigarro alheio”.

As unidades da ABO – 321, em todo o País – também realizam em suas regiões campanhas de combate ao fumo e de prevenção e diagnóstico precoce do câncer bucal, destacando o tabaco como fator de risco, voltadas para profissionais e população em geral.

 

 

Edição: 144 - 28/08/2009


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